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24 de janeiro, de 2012 | 00:00

Cursos técnicos à espera de alunos

Enquanto isso, Sine oferece 16 mil vagas de emprego para o nível técnico em MG

Wôlmer Ezequiel


Construção

IPATINGA – Um quadro curioso ocorre em Minas Gerais. Em todo o estado, estão abertas 113,9 mil vagas para cursos de qualificação profissional, mas faltam trabalhadores para ocupá-las. De acordo com o secretário de Estado de Emprego e Trabalho, Carlos Pimenta, a maior dificuldade do mercado atualmente é a de encontrar profissionais qualificados.
Para ele, a falta de interesse pelos cursos pode ser explicada pela facilidade de se conseguir um emprego. Segundo ele, com o mercado demandando fortemente trabalhadores, as empresas acabam ficando menos exigentes na hora da contratação.
Em Ipatinga, o diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no Vale do Aço, Plínio Perruci, explica que dos quatro cursos de qualificação ofertados atualmente, a procura menor é pelos cursos de administração e segurança do trabalho, com uma turma cada, sendo cerca de 70 alunos no total. “De um modo geral, não temos problemas para preencher as turmas, que têm capacidade para 35 alunos cada uma. Os cursos mais procurados são mecânica e eletrotécnica”, explicou.
O Senai está com 98.183 vagas abertas em todo o estado para cursos neste ano, para formação de técnicos industriais. Segundo a Confederação Nacional das Indústrias, a cada dez obras em território nacional três estão atrasadas, uma vez que mão de obra qualificada está baixa. Quase 90% das empresas do setor estão com problemas do gênero. “A construção civil está muito demandada, está bem aquecida há praticamente dois anos”, explica o diretor do Sindicato da Construção em Minas, Marcelo Zaidan.
Mercado
Proprietário de uma empresa de construção e presidente da Associação de Construtores de Ipatinga, Wallace Barreto, explica que sua dificuldade é contratar pedreiros. “Em relação à mão de obra qualificada, cerca de 80% da minha demanda é para esta função”, declarou. A qualificação é a principal aposta do governo e das empresas para a redução do déficit de técnicos e profissionais qualificados no Estado, que somente nos postos do Sistema Nacional de Empregos (Sine) somam 16 mil.
“O que acontece muito é a vinda de pessoas de outros setores, como o comércio, aí realizamos uma qualificação na própria empresa, para que tais funcionários possam desempenhar a função”, pontuou Wallace.
Faltam profissionais em diferentes funções, até mesmo cursos voltados para formação de pedreiros têm pouca adesão. O Serviço Social da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Seconci-MG) oferece 720 vagas para treinamento gratuito. Porém, a supervisora do departamento de Serviço Social, Silvia Helena Macedo, não espera preencher todas as vagas. Entre 30 de novembro de 2010 e dezembro de 2011, foram abertas 840 vagas e somente 91 pessoas se matricularam, o que equivale a apenas 10,8% do total.
 
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