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25 de janeiro, de 2012 | 00:15

Após 43 anos, irmãos se encontram

Filhos de mães diferentes, Roberto e Rute nunca tinham se visto antes

Wesley Rodrigues


Roberto e Rute

IPATINGA – Mais de 43 anos separaram os irmãos Roberto de Melo Caetano e Rute Barbosa de Oliveira. Filhos de mães diferentes, os dois nunca se conheceram até esta semana. O encontro inusitado ocorreu nesta terça-feira (24) no bairro Jardim Panorama, onde Rute trabalha. A descoberta deixou Roberto emocionado e o fez procurar a redação do DIÁRIO DO AÇO para contar a sua história.
Roberto, que é pastor conferencista está com 45 anos. Ele nasceu em Recife (PE), mas foi trazido pelos pais nos meses seguintes para Timóteo, município onde foi registrado. Dois anos depois, Rute nasceu de uma relação fora do casamento do pai de Roberto.
O constrangimento da situação para os pais, porém, deixou os parentes distantes. E os separariam por todo este tempo, quando a mãe de Rute, sem condições financeiras para criá-la, entregou a criança para outra família.
Roberto conta que vizinhos e conhecidos sempre comentaram sobre a existência de sua irmã. Mas ambos não tinham contatos. E o tempo passou. Roberto se casou, teve duas filhas e se divorciou. Nesta última semana, ele decidiu procurar a irmã que todos diziam existir e que ele, até então, desconhecia.
Foram os membros de uma igreja próxima à casa de Rute, no distrito de Cachoeira do Vale, que deram mais informações de como encontrá-la. “No domingo (22), conhecidos da igreja Assembleia de Deus, me disseram que a Rute poderia estar morando no bairro Furquilha, em Ipatinga. É que a família que a criou tem laços de parentesco com eles”, conta Roberto.
Na manhã desta terça-feira, com um nome e um bairro, Roberto, sem dinheiro no bolso e com a ajuda de amigos foi ao bairro Furquilha realizar o sonho de conhecer a irmã. “Eu tinha somente a informação do bairro e o nome dela. Chegando lá, comecei a perguntar a todos que encontrava. Rodei todo o bairro, debaixo do sol forte e sem nem almoçar. Mas depois de tudo isso consegui chegar à casa onde ela reside. Conheci meu sobrinho, de 11 anos. Ele informou que ela estava no trabalho”, contou Roberto.
Incentivo
Ansioso, ele não quis esperar mais e continuou atrás de Rute, indo ao bairro Jardim Panorama, em um supermercado onde ela trabalha. Conforme Roberto, todo o seu esforço valeu a pena quando pôde abraçar a irmã. “Estou muito feliz com tudo isto. Acho triste a família se dividir e não se ter mais notícias dos irmãos. Encontrá-la foi um presente de Deus”, disse emocionado.
Rute, por sua vez, comentou que foi bom encontrar um membro perdido da família. “Eu sabia que ele existia, mas não tinha nenhum meio de entrar em contato. E a vida seguiu com cada um separado. Foi bom encontrar um ente legítimo”, reiterou.
Roberto acredita que histórias de encontro de familiares são motivadoras. “Há muitas pessoas que se perderam da família e nunca mais a encontra. Conto o meu caso, para que as pessoas entendam que é possível um reencontro. E tenham esperanças e disposição para correr atrás”, incentivou.
Agora, seu Roberto quer retornar ao estado de Pernambuco, onde diz morar outros irmãos que ficaram para trás há pelo menos 40 anos. Essa é outra parte da história que Roberto projeta contar depois.
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