27 de janeiro, de 2012 | 00:00
Moradores reclamam de poeira no Iguaçu
Resíduos gerados em duas obras de construção de prédios incomodam a vizinhança
IPATINGA A construção de prédios na rua Turfa, bairro Iguaçu, gera preocupação entre os moradores vizinhos à obra. Segundo a reclamação, a poeira, dentre outros fatores, prejudica a saúde de quem mora nas proximidades. Na tarde da última quarta-feira (25), o DIÁRIO DO AÇO foi ao local e presenciou a terra que se espalha pela rua nas proximidades do número 290. Para os moradores, duas construções são responsáveis pela poluição. Procurados, a posição dos representantes das duas obras foi a de empurrar o problema de um para outro.
No corredor empoeirado do prédio em que mora, Marizete Bárbara, 32 anos, esfrega com força o chão para tentar mantê-lo limpo. Não dá mais para continuar com essa situação que dura há meses. O apartamento fica sempre muito sujo com todo o pó que vem da construção. Meu pai, já acamado por problemas de saúde, enfrenta essa poeira que pode prejudicá-lo ainda mais”, desabafa a auxiliar de serviços.
Vizinha de Marizete, a gerente comercial Sueli Emília, de 30 anos, mostra os móveis sujos de poeira que já havia limpado pela manhã. Antes, no período chuvoso, o problema era apenas o barro aqui na rua. Agora, que o tempo é de sol forte, a terra está por toda a parte e traz essa poeira para dentro de nossas casas”, lamenta.
Sueli alega que recentemente levou o filho de três meses ao médico por alergia respiratória. O pior de tudo isso é que a poeira faz mal principalmente às crianças pequenas. Meu filho é minha maior preocupação”, reitera.
Essa também é a preocupação de Maria de Lourdes, 43 anos, que mora ao lado da obra. Minha menina tem um ano de idade. E ela teve tosse alérgica devido à poeira nas últimas semanas”, destaca a dona de casa. Ela mostra o carro e a garagem muito suja que, segundo ela, precisam ser limpos todos os dias.
A vendedora Lídia Batista, 47 anos, por sua vez, diz que a poeira afeta também os alimentos. Ela mostra as folhas na horta que cultiva nos fundos de casa que estão sempre com muita poeira. Nada fica limpo por muito tempo. Sejam os móveis, o chão da casa, as roupas no varal e até os alimentos na cozinha. É muita sujeira”, conclui.
Um pouco adiante na Rua Turfa, a situação é a mesma no salão de beleza de Maria Célia, 61 anos. Preciso lavar o salão de duas a três por dia. O balde já fica à disposição”, comenta a cabeleireira.
Outro lado
Marciló Marques, de 40 anos, é o proprietário da obra que segundo os moradores vizinhos tem causado incômodos. Ele afirma que, como medidas de solução do problema, a terra é retirada e posteriormente os resíduos caídos na rua são retirados e a rua lavada. Ele diz, ainda, que é da obra na rua acima que vem a maior parte da terra da qual os moradores reclamam.
A reportagem procurou, então, um representante da obra indicada por Marciló na rua Basalto, n° 260. O encarregado do local, Ailton Cipriano, 51 anos, se defende dizendo que a obra está cercada por mato na descida do barranco, o que serviria de contenção. O problema não é aqui, e isto é evidente. A terra que está gerando toda a poeira que está prejudicando os moradores é mesmo a de baixo, onde já caiu muro e desceu parte do barranco com as escavações”, afirma o mestre de obras.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

















