02 de fevereiro, de 2012 | 00:00

Metasita quer apuração em pane de equipamento

Representantes da empresa apontaram à polícia suspeita de sabotagem em equipamento de alto risco no interior da siderúrgica

TIMÓTEO – A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita), protocolou uma representação, junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), pedindo rigor e agilidade nas investigações sobre a pane em um equipamento na área da Aperam.
Conforme registrado pela Polícia Militar, foi levantada a suspeita de sabotagem no equipamento VOD2, uma espécie de tampa com peso estimado de cinco toneladas que serve para cobrir uma grande panela usada para acondicionar o aço em seu estado líquido. A tampa é acoplada a cilindros hidráulicos, que são os responsáveis por fazer subir e descer o referido equipamento. A pane ocorreu em alguns dos cilindros, fazendo com que a tampa tombasse, gerando uma interrupção da produção naquele setor.
 
Técnicos responsáveis pela área na usina siderúrgica analisaram o fato e concluíram que uma alavanca de controle do fluxo e bombeamento de óleo para os cilindros estava fechada, causando um funcionamento inadequado do equipamento e, consequentemente, a sua pane.
 
À Polícia Militar foi relatada a suspeita de sabotagem, considerando a existência de recomendações e proibição da entrada e do manuseio das alavancas. A suspeita de sabotagem foi reforçada em virtude de um outro incidente na empresa. Um cilindro de combate a incêndio também teria sido sabotado, sendo necessária a ação de bombeiros.
 
Ouvido na tarde de ontem, o presidente do Metasita, Carlos Vasconcelos, disse que a suspeita de sabotagem gerou clima de instabilidade e insegurança, sendo necessária a rápida elucidação dos fatos. “Para que este clima não se traduza em insegurança, entramos com uma representação junto ao Ministério Público pedindo a apuração do fato e as providências cabíveis”, esclareceu Vasconcelos, entendendo a suspeita como uma acusação de teor grave.
 
Conforme o sindicalista, não é só este fato que o preocupa. “Tem acontecido outras ocorrências na empresa que não são atos de irresponsabilidade do trabalhador. Jamais um trabalhador irá colocar a sua vida e a dos colegas em risco”, pontua o presidente do sindicato, defendendo uma política de maiores investimentos na produção e manutenção dos equipamentos.
 
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