11 de fevereiro, de 2012 | 00:00
Calor aumenta risco de dengue
Superintendência de Saúde capacita médicos e enfermeiros para conter a doença
FABRICIANO As altas temperaturas dos últimos dias acendeu o sinal amarelo para o risco de proliferação do mosquito da dengue. No calor, o Aedes aegypti se reproduz como maior velocidade, pois o seu período reprodutivo fica mais curto. Com isso, o número de casos tende a subir. No Vale do Aço, a Superintendência Regional de Saúde (SRS) garante que há vários programas e capacitações em andamento para conter a doença.
Além da presença da equipe da força-tarefa da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) no município de Ipatinga, a regional tem organizado cursos para capacitação de médicos e agentes de saúde. De acordo com informações do superintendente, Anchieta Poggiali, o primeiro treinamento foi realizado na semana passada com profissionais de unidades de pronto atendimento e hospitais dos 15 municípios da jurisdição da SRS.
As orientações incluem procedimentos e encaminhamentos para o atendimento a pacientes com suspeita de dengue. Agora, o Estado fará o treinamento de médicos infectologistas para se tornarem multiplicadores e orientar outros médicos e enfermeiros para o manuseio clínico da dengue”, explicou.
Em caso de dúvidas ou suspeita da doença, a população deve procurar as unidades básicas de saúde. A diretoria da SRS afirma que as capacitações realizadas irão garantir o atendimento da população com todo o cuidado necessário para o tratamento e esclarecimentos sobre a dengue.
Riscos
Segundo o superintendente, por se tratar de uma região endêmica com registros anteriores dos vírus 1, 2 e 3, o Vale do Aço se torna propício à proliferação de um quarto tipo da doença. Como a região é cortada por rodovias, há uma preocupação maior para que a região não tenha um número de alto de complicações graves da doença”, afirmou.
Conscientização
Enquanto o Ministério da Saúde recomenda que o Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) não ultrapasse o índice de 1%, Poggiali relata que, em alguns bairros de Ipatinga, a incidência é de 11%. Para o superintendente, a conscientização da população é a arma mais eficaz no combate ao mosquito. Não há como o Estado ou município resolver o problema sozinhos, é preciso ter o apoio da sociedade para eliminar os focos do mosquito”, declarou.
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