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17 de fevereiro, de 2012 | 23:55

Famílias completam cinco anos em hotel

Juiz determina nova avaliação em imóveis atingidos por obra da Copasa no bairro Morada do Vale

Wôlmer Ezequiel


interditadas pela Defesa Civil

FABRICIANO – O processo movido por cinco famílias de Coronel Fabriciano contra a Copasa, depois de terem suas casas atingidas por uma obra da empresa, permanece sem acordo. Na última audiência, realizada neste mês, a Justiça determinou uma nova perícia nas residências da rua Paracatu, no bairro Morada do Vale, que até hoje estão interditadas.
Em janeiro de 2007, as famílias foram surpreendidas com um deslizamento de terra provocado por um corte de barranco realizado pela Copasa no fundo das residências. As casas foram condenadas pela Defesa Civil e as famílias levadas para um hotel no Centro da cidade. O abrigo deveria ser provisório e com duração de no máximo três semanas, até a solução definitiva do problema. No entanto, algumas famílias já completam 5 anos fora do lar.
A angústia e privação de viver em um hotel por tanto tempo foi relatada pela reportagem do DIÁRIO DO AÇO em dezembro de 2010. Três das cinco famílias prejudicadas viviam em quartos alugados pela empresa, reclamando do espaço reduzido e poucos recursos disponíveis. As famílias também não tinham geladeira nos quartos e o jantar era entregue às 14h.
De acordo com informações do advogado de defesa, Ednaldo Pessoa, não houve nenhum progresso significativo no processo após a última audiência. Para ele, a empresa não ofereceu nenhuma proposta interessante aos prejudicados. “A empresa apresentou apenas o desejo que as famílias saiam do hotel e uma indenização irrisória de R$ 5 mil a título de danos morais”, reclamou.
O advogado disse ainda que a empresa não se dispôs, em nenhum momento, a pagar um novo imóvel aos autores da ação. “Ela ofereceu apenas uma reforma nos imóveis, mas eu digo que essa reforma é impossível dadas as condições do terreno, tanto é que os imóveis continuam interditados pela Defesa Civil”, argumentou. O advogado preferiu não revelar o valor proposto à Copasa para possibilitar um acordo com as famílias.
Desconforto
Sem acordo ao fim da audiência, o juiz da Vara da Fazenda Pública, Marcelo Pereira da Silva, nomeou um perito para avaliar os imóveis atingidos pela obra da Copasa. A defesa acredita que, após essa avaliação, seja marcada uma nova audiência de instrução e, posteriormente, anunciada a sentença.
O processo é movido por cinco famílias, três delas ainda permanecem alojadas no hotel e outras duas foram transferidas para um imóvel alugado no mesmo bairro onde moravam. Para o gerente do distrito Piracicaba da Copasa, Gildo Batista Inez, o desconforto vivido pelas famílias instaladas no hotel é uma escolha delas. Gildo Batista garante que, desde a ocorrência do problema, foi oferecido às famílias a mudança para um imóvel alugado e custeado pela estatal. Sobre a possibilidade de um acordo ou a apresentação de uma contraproposta às famílias, o gerente se limitou a dizer que será preciso esperar pelo resultado da avaliação a ser feita pelo perito.
Wôlmer Ezequiel


boca fumo

Casas são usadas como boca de fumo
Vários moradores da rua Paracatu, onde as casas permanecem vazias e interditadas pela Defesa Civil, denunciaram que alguns dos imóveis abandonados foram transformados em ponto de venda e uso de drogas.
Os moradores temem pela ação dos traficantes e afirmam que o problema já foi relatado à polícia, mas até hoje nada foi feito. Um morador, que pediu anonimato, relata que, nesta semana, na parte da manhã, uma mulher foi encontrada desmaiada em uma das casas e resgatada pela polícia.
 
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