08 de março, de 2012 | 00:00
Vivemos uma epidemia de insuficiência renal crônica”
No Dia Mundial do Rim 8 de março -, médico alerta para necessidade de prevenção
IPATINGA No dia 8 de março é comemorado, internacionalmente, o Dia Mundial do Rim, criado com a finalidade de chamar a atenção da população para as doenças renais. Conforme dados de um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), em 2011, no ano passado 91.314 pessoas foram submetidas à diálise, no Brasil. Desse total, 57,3% eram homens e 42,7% mulheres.No Vale do Aço, segundo o médico nefrologista Carlos Calazans, há no centro de terapia renal em torno de 250 pacientes fazendo hemodiálise, e outros 180 no ambulatório de transplante renal, já transplantados. O médico explica que o Dia Mundial do Rim, que coincide com o Dia da Mulher, é uma data marcada internacionalmente e os principais centros de profissionais ligados a doenças renais estão envolvidos no sentido de esclarecer a população.
Segundo o nefrologista, a doença renal tem aspetos peculiares por ser uma doença silenciosa. A mais comum é a insuficiência renal, que possui cinco fases. Não comumente recebo pacientes que começam a inchar as pernas e precisam de tratamento de hemodiálise ou transplante renal. Geralmente, tais pacientes nunca sentiram nada, uma vez que a doença evolui de forma rápida”, explicou.
Outro ponto destacado pelo especialista é que os exames laboratoriais usuais para avaliar a doença renal são de baixa sensibilidade, ou seja, eles demoram a se alterar para mostrar que a pessoa tem uma doença renal. O médico explica que, muitas vezes, o paciente faz um exame rotineiro de sangue e acredita que não tem problema renal nenhum. Mas ao se submeter a outros métodos de diagnósticos mais sofisticados, constata-se que aquele paciente já perdeu 40% a 50% do funcionamento dos rins.
De acordo com ele, a população de mais idade perde um pouco da função renal, mas a doença pode incidir em qualquer faixa etária. Quanto as principais causas de insuficiência renal, duas doenças predominam, sendo a primeira o diabetes melittus, seguida pela hipertensão arterial e outras como mileopatias, e uso de drogas.
É importante dizer que o fato de a população estar vivendo mais, aumentou também a incidência de diabetes, inclusive do tipo 2, que também tem relação com o desenvolvimento da insuficiência renal e a hipertensão arterial”, pontuou o médico.
Câncer
Com o aumento da perspectiva de vida, Carlos Calazans observa que há também um aumento na incidência dos tumores renais. O que estamos vivendo, hoje, é uma epidemia de insuficiência renal crônica, causada por essas patologias como diabetes e hipertensão, mas chamo a atenção para o fato de que essas doenças são tratáveis”, alerta.
A insuficiência renal, entre outros fatores, pode ser provocada por:
Uso de anti-inflamatórios não esteróides
Cigarro
Consumo excessivo de sal
Consumo de refrigerantes à base de cola
Uso de contraste radiológico, usado em raio-x,
tais como angiografias e tomografias computadorizadas
Fonte: Nacional Kidney Foundation
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