08 de março, de 2012 | 00:00
Candidaturas reservadas a mulheres sobe para 30%
Partidos que não cumprirem a cota podem ser punidos
IPATINGA - As eleições deste ano terão um aumento da cota de 20% para 30% das vagas de candidaturas reservadas às mulheres. A medida visa assegurar a presença das mulheres nas eleições. A legenda que não cumprir essa norma poderá sofrer punições.
Apesar dos obstáculos impostos às mulheres na vida política, a juíza eleitoral de Ipatinga, Josselma Lopes da Silva Lages, está otimista. Segundo ela, os partidos vão conseguir garantir a cota, pois temos muitas mulheres inteligentes para ocupar essas vagas”. Conforme a juíza, os partidos vão respeitar essa obrigatoriedade principalmente para evitar futuras punições. A intenção da cota é para dar mais proporcionalidade entre homens e mulheres no processo eleitoral”, ressaltou.
Desde 1932, quando conquistaram o direito ao voto, até o pleito de 2008, as mulheres brasileiras conseguiram obter no máximo 12% das prefeituras e das cadeiras do Legislativo municipal. Na última eleição, foram eleitas 498 prefeitas e 6.556 vereadoras, números que confirmam uma tendência de lento crescimento.
Diante desse quadro, a magistrada acredita que o aumento da participação das mulheres é relevante, mas ainda insuficiente para equilibrar as relações de gênero nas questões relacionadas ao poder político. Houve, inegavelmente, uma maior inserção feminina nas últimas décadas, porém é necessário garantir maior participação das mulheres na política. Antes, estávamos dentro de casa, lidando com os afazeres domésticos. Hoje, há mulheres nos cargos políticos, inclusive na Presidência da República. Mas nós buscamos o equilíbrio”, reiterou Josselma Lopes.
Consolidação
Reeleita com mais de 67 mil votos, a mulher mais bem votada de Minas Gerais, a deputada estadual Rosângela Reis, também está esperançosa com os resultados das próximas eleições. O crescimento da participação da mulher é uma tendência histórica muito clara e o aumento da cota será mais um elemento chave para consolidar representatividade das mulheres nas esferas de poder”, disse.
Rosângela aponta outro fator que deve influenciar a disputa de outubro: o bom desempenho das gestoras nos ministérios e na Presidência. Estamos quebrando um paradigma. É uma verdadeira mudança de valor. Alguns diziam que a mulher não podia governar porque não tinha pulso. Quem tinha essa impressão mudou de opinião. Os índices altos de aprovação, não somente do governo Dilma, como de outras administrações lideradas por mulheres, significam uma nova era na política brasileira”, ponderou a deputada.
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