20 de março, de 2012 | 00:00
Ministério confirma irregularidades
Instituto Ethos não cumpriu obrigação referente à prestação de contas dos trabalhos
IPATINGA O Ministério do Esporte informou ao DIÁRIO DO AÇO, por meio de sua assessoria de Imprensa, que o motivo da inclusão da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), Instituto Ethos, numa lista nacional de empresas impedidas de firmar convênio com o governo federal, foi a falta de prestação de contas dos trabalhos contratados para serem executados no município de Coronel Fabriciano.De acordo com o ME, o Instituro Ethos não cumpriu com a obrigação de lançar, no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv), o extrato bancário de todo o período executado, o contrato de prestação de serviço referente à aquisição de material suplementar, e os comprovantes de pagamentos das bolsas aos coordenadores e monitores.
O convênio assinado entre o ME e o Instituto Ethos, no valor global de R$ 1.699.300,00, visava à implantação de 50 núcleos do programa federal Segundo Tempo. Até o momento, a Oscip recebeu R$ 849.650,00. O fato de a entidade não ter inserido toda a documentação relativa à aplicação dos recursos pactuados no Siconv impossibilitou a verificação da movimentação financeira, essencial para que fosse concluída a avaliação da regularidade do convênio”, informou, por meio de sua assessoria, o Ministério do Esporte.
O programa Segundo Tempo foi uma iniciativa idealizada pelo ME, destinado a democratizar o acesso à prática esportiva no país. Durante a sua execução, o projeto foi alvo de inúmeras denúncias de desvio de dinheiro público e culminou com a queda do então ministro da pasta, Orlando Silva (PC do B).
Após análises realizadas pela execução do programa em Coronel Fabriciano por meio do Instituto Ethos, a Controladoria Geral da União (CGU), indicou ainda falhas na execução do Programa Segundo Tempo, especificamente em relação ao fato de a empresa vencedora da licitação apresentar cardápio diferente das demais e, consequentemente, do pactuado.
Outros fatos que pesaram durante a vistoria realizada pela CGU, conforme a assessoria do ME, foi a forma de armazenagem dos gêneros alimentícios e materiais esportivos, bem como a ausência de controle dos mesmos. O pagamento antecipado dos alimentos, a realização de despesas com tarifas bancárias, além dos problemas encontrados na execução dos núcleos da entidade. Em relação à meta de beneficiados, a referida Oscip afirmou que o atendimento era de 85% a 100%, sem envio de documentação comprobatória, em total desacordo com o verificado nas visitas/vistorias realizadas”, conclui o ME.
Ethos
Procurado pela reportagem para prestar esclarecimentos, o Instituto Ethos informou que a prestação de contas do Programa Segundo Tempo ainda não foi finalizada. A Instituição foi comunicada pelo Ministério do Esporte no final do mês de fevereiro que foram detectadas impropriedades na parte de logística do Programa, as quais já estão sendo sanadas”, defendeu a assessoria da Oscip, para, em seguida, complementar. Salientamos que, desde a notificação as providências cabíveis para esclarecer e regularizar as ações desenvolvidas pelo Programa Segundo Tempo, referente ao repasse efetuado, estão sendo tomadas”, concluiu o Instituto Ethos.
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