22 de março, de 2012 | 00:00
Servidores param atividades em Timóteo
Administração garante que atendimentos na saúde e outros setores não serão prejudicados
TIMÓTEO Os servidores públicos municipais de Timóteo paralisaram as atividades. Nessa quarta-feira (21), sindicalistas e trabalhadores realizaram protestos em vários pontos da cidade. Esta é a segunda paralisação da categoria em menos de dois anos. A administração municipal garante que a prestação de serviços não foi prejudicada, pois houve remanejamento de pessoal para a substituição provisória dos grevistas.
O aviso de greve com 72 horas de antecedência foi protocolado na quarta-feira da semana passada. O sindicato exige que a proposta de 6,08% seja paga de uma só vez, e não de forma escalonada, como oferecido pelo governo.
No fim da tarde dessa segunda-feira, representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsep), se reuniram mais uma vez com a administração municipal. O governo municipal reafirmou que manterá a proposta oferecida de 6,08% a serem pagos em três parcelas. Para o magistério foi oferecido piso salarial de R$ 1.187,00, a partir de março.
Sem avanço nas negociações a categoria decidiu pela continuidade da paralisação. De acordo com o presidente do Sinsep, Israel dos Passos, a greve deve atingir 90% de adesão dos trabalhadores. Na manhã de ontem, parte dos trabalhadores saiu em carreata pelos principais bairros de Timóteo.
No bairro Novo Horizonte, os manifestantes se reuniram em frente ao Forno Hoffman, onde o prefeito Sérgio Mendes (PSB) participava de solenidade de assinatura para a revitalização do imóvel.
Convocação
O presidente do sindicato informou que a greve deve continuar enquanto o governo municipal não melhorar a proposta oferecida. A nossa proposta inicial era de 18,56% e nós abrimos mão desse percentual para aceitar somente a perda do período, que é de 6,08 e isso tem que ser pago de uma vez só”, enfatizou.
Na tarde de ontem, membros do Sinsep programavam uma convocação nos vários setores da prefeitura para ampliar a participação na greve. Em relação às aulas nas escolas municipais, o sindicato informou que faria um comunicado aos pais e alunos para que a partir desta quinta-feira as aulas sejam interrompidas.
Inconformados
Para o enfermeiro Pedro Klipel Neto, 42, a administração municipal tem condições de pagar o percentual em uma parcela e assim evitar a greve. Eu acho um absurdo a gente ter que brigar por apenas 6% de correção, mas também não podemos ficar calados diante dessa falta de respeito com o servidor”, declarou.
Sobre uma possível motivação política na realização da paralisação, a técnica em Enfermagem Iara Fraga, 53, garante que o movimento é somente uma reivindicação salarial. Queremos apenas o reajuste da inflação, porque enquanto os municípios vizinhos concederam até 12% de aumento, nós vamos aceitar apenas 6% parcelados?”, argumentou.
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