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22 de março, de 2012 | 00:00

Sinal de alerta para as águas

Presidente de comitê cobra de municípios elaboração de plano diretor da bacia do Piracicaba

Wôlmer Ezequiel


rio doce

DA REDAÇÃO - Neste Dia Mundial da Água, comemorado hoje (22), representantes de comitês e ambientalistas reiteraram preocupação com a qualidade das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Doce. Iusift Chafith Felipe, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba (CBH-Piracicaba), avalia que a qualidade do afluente do rio Doce é grave em função do despejo de esgoto. “O esgoto nunca foi priorizado por políticas públicas. É necessário retirar o esgoto dos rios. E, cada investimento em saneamento é, diretamente, um investimento em saúde”, enfatiza.
O presidente da CBH-Piracicaba alerta para a necessidade de implementar o Plano Diretor da bacia hidrográfica, iniciativa que prevê a drenagem dos rios, com a retirada do lixo e esgoto. Segundo ele, dos 21 municípios incluídos no comitê, poucos implantaram o Plano Diretor como Itabira e João Monlevade.
 
“Para pôr em prática, o plano requer mobilização das concessionárias do serviço de abastecimento de água, do poder publico, de iniciativas privadas e da população”, aponta Iusift Felipe. “Estamos preparados para garantir a qualidade da água. Há um empenho entre comitês e empresas visando garantir a qualidade do recurso. O importante é fazer com que as políticas públicas funcionem”, reitera.
 
Ele ressalta também a importância da cobrança do uso da água àqueles que utilizam os recursos hídricos de forma significativa, tal como as indústrias, mineradoras, prestadoras de serviço de abastecimento urbano e fazendas que usam a água para irrigação e dessedentação animal. “A implantação da cobrança possibilitará a atuação em pontos mais críticos. É preciso reeducar a utilização da água. Se não atentarmos a isso, teremos racionamento de água nos próximos anos”, conclui Felipe.
Cobrança
De acordo com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Doce), serão cobrados neste primeiro ano R$ 0,018 por cada mil litros de água retirada do rio Doce e R$ 0,10 por cada quilo de carga orgânica lançada. Esses valores irão aumentar progressivamente ao longo dos anos, chegando a R$ 0,03 a cada mil litros de água captada e R$ 0,16 por quilo de carga orgânica no quarto ano de cobrança.
A estimativa de arrecadação para os recursos da União (calha do Rio Doce) é de aproximadamente R$ 65 milhões nos quatro primeiros anos de cobrança. Os valores serão repassados integralmente pela Agência Nacional de Águas (ANA) ao Instituto Bioatlântica (IBio), agência de bacia responsável por administrar e aplicar os recursos arrecadados na bacia do Rio Doce.
 

graffo água
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