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15 de abril, de 2012 | 00:00

Especialista defende importância do diagnóstico precoce da demência

Wesley Rodrigues


joyce rocha
DA REDAÇÃO – A demência é uma síndrome de natureza crônica que atinge, em geral, a memória, o raciocínio, o comportamento e a capacidade de fazer atividades cotidianas. Pelo menos 35,6 milhões de pessoas no mundo sofrem com problemas decorrentes de demência mental, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Até 2030, a estimativa é que esse número aumente para 65,7 milhões e, para mais que o triplo - 115,4 milhões - até 2050. Os especialistas dizem que a demência atinge pessoas em todos os países, sendo que nas regiões mais pobres as principais vítimas são as que têm mais de 50 anos. A doença de Alzheimer é apontada como a causa mais comum de demência, registrando 70% dos casos.
Psicóloga Clínica e Analista de Recursos Humanos em Ipatinga, Joyce Rocha esclarece que a demência mental se caracteriza pela perda ou redução progressiva das capacidades cognitivas, o que pode ocorrer de forma parcial ou completa, a ponto de provocar uma perda de autonomia do indivíduo.
“As alterações do funcionamento da mente que prejudicam o desempenho da pessoa na vida familiar, social, pessoal, no trabalho, na compreensão de si e dos outros e na sua possibilidade de autocrítica, caracteriza-se demência”, explica.
 
Os problemas decorrentes da demência são diversos. Pode prejudicar o indivíduo a calcular, escrever, orientar-se e a principalmente utilizar sua capacidade de integrar todos esses conhecimentos. “Vale ressaltar que a perda de memória, sozinha, não significa que o indivíduo tem demência”, pontua Joyce.
 
Segundo a psicóloga, a demência está ligada a problemas com pelo menos duas funções cerebrais. A primeira com relação à perda de memória associada com uma piora no julgamento ou linguagem, podendo tornar a pessoa confusa, com a dificuldade de lembrar nomes e pessoas. Além disso, podem ocorrer, ainda, alterações de personalidade e comportamento social.
Diagnóstico
De acordo com Joyce Rocha, o diagnóstico precoce da demência é um aspecto importante para que os tratamentos existentes possam diminuir a progressão das perdas cognitivas, funcionais e sociais. “O acompanhamento da saúde corporal e mental é de suma importância. Quando há a confirmação do quadro demencial, sugiro que o paciente procure um tratamento integrado, ou seja, uma equipe de multiprofissionais que possam ajudá-lo numa melhora significativa”, observa.
Tratamento
Atualmente, o principal tratamento oferecido para as demências baseia-se nas medicações. A alimentação e exercícios físicos contribuem, potencialmente, para melhorar a “plasticidade do cérebro”, reduzindo as perdas cognitivas ou minimizando o curso progressivo da doença, defende a profissional. “A cada estudo novo percebe-se que os pesquisadores têm dado importância aos exercícios físicos”, destaca.
Joyce Rocha pontua a importância do acompanhamento psicológico regular. Esse acompanhamento inclui, inclusive, a participação dos familiares, devido à doença impactar pessoas mais próximas, principalmente a família. “A abordagem multiprofissional pode reduzir o curso das perdas cognitivas da demência, porém, ainda não existem tratamentos que possam ‘curar’ essa patologia”, ressalta a profissional. A psicóloga acrescenta que “é importante, durante a vida, manter uma alimentação saudável, exercitar o corpo e a mente e, quando chegar a terceira idade, manter um estilo de vida ativo”.
 
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