19 de abril, de 2012 | 00:00
Audiência avalia situação de Pataxós
Terras foram ocupadas há quase 2 anos, em Açucena, e índios lutam pela permanência
AÇUCENA Audiência agendada para amanhã (20), no Ministério Público de Ipatinga, poderá regularizar a situação da ocupação de índios pataxós no município de Açucena. O objetivo da audiência é discutir e negociar junto aos índios uma forma de regulamentar a sua permanência, com garantias de preservação do meio ambiente.A invasão das terras pelos indígenas ocorreu em julho de 2010. A área pertence ao Parque Florestal do Rio Corrente, uma reserva de preservação permanente criada em 1998 pelo governo de Minas Gerais. Os ocupantes são originários da região de Carmésia, em Minas Gerais, e alegam a necessidade de uma área maior para o cultivo de alimentos e preservação de sua cultura.
A previsão é que a audiência tenha a participação de representantes da aldeia Gerú Tucunã, da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Instituto Estadual de Florestas (IEF), da Procuradoria do Estado, da Polícia Militar e do Ministério Público.
De acordo com a Coordenação Regional da Funai, em Governador Valadares, a aldeia Gerú Tucunã possui apoio do IEF para permanecer nas terras ora ocupadas. O IEF também estaria ciente da situação e realizou, inclusive, estudos técnicos das condições do terreno e viabilização da fixação da aldeia.
Segundo a coordenação da Funai, o órgão não vem realizando nenhum tipo de assistência aos índios por não concordar com esse tipo de manifestação. O órgão alega que aguarda a regularização da ocupação para poder, então, prestar os devidos atendimentos ao grupo.
A falta de legalização impede investimentos em infraestrutura, como a instalação de energia elétrica e melhoria das casas. A aldeia é formada por cerca de 60 índios pataxós que, no dia a dia, tentam conservar seus costumes e ensinar as crianças a lidar com a dualidade da educação dos brancos e as raízes de uma tribo. Nessa quinta-feira (19), Dia do Índio, uma grande festa foi preparada pela aldeia para celebrar a tradição desses primeiros habitantes do Brasil.
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