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21 de abril, de 2012 | 20:01

Dia de Tiradentes marcado por protestos

Marcha contra a corrupção reúne jovens nas principais cidades brasileiras. Em Ipatinga eles percorreram ruas do Centro e se concentraram no Parque Ipanema.

Wôlmer Ezequiel


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IPATINGA - Um público formado principalmente por jovens, vestindo roupas pretas e carregando cartazes, reuniu-se neste sábado, Dia de Tiradentes, protestar contra a corrupção.
Eles não estavam sozinhos. Em Brasília, cerca de 1,5 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar do Distrito Federal, marcharam na Esplanada dos Ministérios vestindo roupas pretas e carregando faixas e cartazes que pediam o fim dos desvios de verbas públicas. A marcha foi reforçada pelo público que participa das comemorações dos 52 anos de Brasília.
Foi a terceira edição da marcha organizada pelo Movimento Brasil contra a Corrupção (MBCC). Os protestos são organizados, principalmente, pelas redes sociais.
Segundo um dos organizadores, Rodrigo Montezuma, estão previstas mobilizações semelhantes à de Brasília em cerca de 40 cidades. As principais bandeiras desta edição da marcha são o fim do voto secreto nas votações do Congresso e celeridade no julgamento do escândalo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Wôlmer Ezequiel


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Em Ipatinga, os cartazes faziam principalmente um chamamento para que as pessoas saiam da inércia e reajam contra a ilegalidade, contra a corrupção e outros atos ilícitos, praticados por agentes públicos "desligue a tv e pense", dizia um cartaz que um jovem erquia sob uma árvore nas proximidades do Parque Ipanema.
Outro cartaz era objetivo e direto: "O que vale mais? Pobre cidadão ou político ladrão? Brasil, mostre sua cara!".  Segundo Montezuma, o MBCC é um movimento apartidário e não tem relação com nenhum grupo político específico. Na manifestação em Ipatinga, entretanto, o posicionamento político de algusn dos manifestantes era clara. Uns pendiam mais à "esquerda" e outros obviamente à "direita".
“Todos os dias nós temos notícia de corrupção, no café da manhã, no almoço e no jantar. Os homens públicos que deveriam zelar pelos recurso estão pilhando o dinheiro do contribuinte”.
Wôlmer Ezequiel


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A estudante M.C.F, de 16 anos, foi à marcha por convite de um colega do ensino médio na escola onde estuda. "Não é possível aceitar que o Brasil seja um país cada vez mais rico com as pessoas ganhando salário mínimo de R$ 622. Depois as pessoas dizem que não sabem porque um jovem tão bonitinho, tão inteligante e amigável associou-se ao crime organizado", desabafou a jovem que pediu para não ter a foto divulgada nem seu completo divulgado.
A próxima marcha contra a corrupção já tem data marcada: Será em 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil.
 
TIRADENTES - CONTROVÉRSIA SOBRE O HERÓI LEMBRADO HOJE
O heroi Brasileiro, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, condenado pela Coroa Portuguesa por traição, único a morrer entre um grupo que defendia o fim do reinado português no Brasil é uma figura controversa.
Ao movimento que ele integrava, deu-se o nome de Inconfidência Mineira. Seus ideais eram baseados em ideias libertárias.  Mas passados mais de 220 anos da morte de Tiradentes, ele ainda é um personagem misterioso. A começar pelo seu rosto. Ha dúvidas sobre como seria, de fato, a feição do mártir da Inconfiência Mineira.
Uma recenta reprotagem do jornal Estado de Minas, "Mais de 220 anos após sua morte, Tiradentes segue sem um rosto". Inicialmente está claro que a imagem que vimos nos livros de história, com olhar assustado, barba longa e corda no pescoço é uma figura romanceada, criada logo no início da república, que precisava de um símbolo forte para sepultar a imagem cunhada no século 19 dos inconfidentes, retratados como poetas e românticos, cita a reportagem.
Wôlmer Ezequiel


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O texto do Estado de Minas também cita o autor do livro "O Manto de Penélope – História, Mito e Memória da Inconfidência Mineira de 1788-9. O professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) João Pinto Furtado está certo de que a apropriação simbólica de Tiradentes é até mais importante do que ações de fato praticadas pelo herói.
“Ele plantou a semente da liberdade, era um ativista, embora entre os planos dos inconfidentes não estivessem temas como a libertação dos escravos. Tiradentes tinha três deles quando foi preso, e os demais inconfidentes também eram donos de muitos escravos A emancipação dos negros, por sinal, já vinha sendo feita nos Estados Unidos”, resume o professor.
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