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29 de abril, de 2012 | 00:06

“Agricultura familiar possibilita melhoria na qualidade de vida”

Secretário destaca benefício da prática para produtor e consumidor

Elvira Nascimento


interna

IPATINGA – Identificado como um polo industrial, o Vale do Aço e as cidades que compõem o Colar Metropolitano consolidam outros produtos além do aço. A agricultura familiar tem se fortalecido e atua como principal fonte de renda para famílias de Marliéria, Inhapim e outras cidades. Ipatinga desempenha um importante papel para a consolidação dessa atividade, ao comprar 56% dos alimentos produzidos na região, dentro da proposta de enriquecer a merenda nas escolas da rede municipal.
Para o secretário executivo do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-MG), Walney Souza Martins, a agricultura familiar beneficia produtores e consumidores. O secretário esteve na semana que passou em Ipatinga, onde participou do seminário regional do Programa Estruturador Cultivar, Nutrir e Educar, organizado pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar.
Segundo ele, quando o agricultor consegue de fato comercializar a sua produção, ele garante para sua família qualidade de vida, gerando menos impacto na assistência social do município. Tal qualidade de vida, opina Walney Martins, acarreta em diminuição de problemas de saúde, além de outros benefícios como maior poder aquisitivo.
 
“Por tudo isso, há uma necessidade em estimular a agricultura familiar, por parte dos governos locais, e como política do governo federal”, declarou o secretário do Consea. Quanto ao consumidor desses alimentos, o secretário executivo cita que a utilização dos agrotóxicos pelos agricultores familiares tende a diminuir, o que torna mais saudável a produção. Ele adiantou que existem novas tecnologias e novas práticas que possibilitam a esse produtor produzir com quantidade e qualidade suficiente, para atender à esses mercados, como escolas municipais e estaduais.
PAA
Em Marliéria, por exemplo, 78 agricultores estão inseridos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Segundo o secretário municipal de Administração, Geraldo Carneiro, o incentivo à agricultura familiar faz parte de um plano de ação visando, além do cumprimento da lei, gerar emprego e renda, melhorando as condições de vida e estimulando a agricultura familiar.
O que é produzido é distribuído para as escolas e creches do município. “Os alunos têm uma alimentação balanceada e sem agrotóxicos, o que melhora o nível da alimentação escolar”, afirma o secretário. Além do PAA, os agricultores podem participar do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), podendo receber até R$ 9 mil por ano.

 
Bruna Lage


Walney Martins

Excesso de agrotóxicos nas lavouras do país preocupa especialistas
 
 
O uso excessivo de agrotóxicos nas lavouras brasileiras preocupa, cada vez mais, especialistas da área de saúde. A aplicação de substâncias químicas para controlar pragas nas plantações e aumentar a produtividade da terra acaba se tornando um problema para os trabalhadores rurais e consumidores.
A fim de alertar a população e chamar a atenção das autoridades sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde dos brasileiros, o Grupo de Trabalho de Saúde e Ambiente, da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), em parceria com outras instituições, lançou, no último dia 27, durante o Congresso Mundial de Nutrição, no Rio de Janeiro, um dossiê reunindo diversos estudos sobre o tema. O documento também será apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em junho próximo, no Rio.
De acordo com o professor Fernando Ferreira Carneiro, chefe do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), e um dos responsáveis pelo dossiê, as pesquisas indicam que o uso dos agrotóxicos ocorre no país de forma descontrolada. “O Brasil reforça o papel de maior consumidor mundial de agrotóxicos e nós, que fazemos pesquisas relacionadas ao tema, vemos que o movimento político é para liberalizar o uso. A ideia desse dossiê é alertar a sociedade sobre os impactos do consumo massivo, sistematizando o que já existe de conhecimento científico acumulado”, pontuou Fernando Carneiro.
 
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