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29 de abril, de 2012 | 00:08

O que a juventude espera para Ipatinga?

No aniversário da cidade, estudantes contam o que esperam para o futuro

Wôlmer Ezequiel


Debate

IPATINGA – O município comemora 48 anos de emancipação neste domingo, mas o que a nova geração espera para o futuro da cidade? Para discutir o assunto, a reportagem do DIÁRIO DO AÇO participou de uma conversa com alunos do terceiro ano do ensino médio do Colégio Leonardo da Vinci, no bairro Cariru. A professora Luzmaria Mafra também participou do bate-papo informal sobre o município.
Luzmaria, 45 anos, é coordenadora do terceiro ano e professora de Matemática. Ela nasceu em Ipatinga e vivenciou o progresso de desenvolvimento do município. “Pude perceber o quanto nossa cidade melhorou. Não somente no visual, mas buscando melhorias para o povo que trabalha e mora aqui. O Parque Ipanema... (suspira) fico admirada de ver aquele lugar. Fico encantada com o comércio quando passo por ali mesmo por volta das 22h da noite. Se eu quiser parar ali eu acho um suco, um pastel, gente bacana pra conversar”, conta, entusiasmada.
“Com 48 anos a cidade progrediu e evoluiu muito. Os jovens daqui são privilegiados porque têm muita qualidade de ensino. Daqui do município saem os primeiros lugares de federais. O ensino daqui é valorizado. Se temos problemas, apesar de tudo, a cidade está indo bem”, afirma a educadora.
Segurança
Uma das maiores queixas feitas pelos estudantes durante a conversa foi sobre o projeto Rede de Vizinhos Protegidos, sistema de prevenção contra a criminalidade. Tímida, Kelly Abrantes comenta que a sua casa, no bairro Vila Militar, integra a iniciativa, mas foi assaltada duas vezes só na Semana Santa, no começo deste mês.
Gabriela Pires, por sua vez, lembra que, no início da Rede de Vizinhos Protegidos, ela via os policiais atuando. “A placa está lá, mas não vemos os policiais rodando o bairro como antes”, desabafa. Ludyara Luisa, por sua vez, acredita que “as ações de segurança no município estão mais nos bairros elitizados, naqueles que têm status”.
Mayara Kellen conta, ainda, que em certo período os vizinhos pagaram um vigilante para fazer o monitoramento. “É que, em uma semana, assaltaram quase todas as casas da rua. Até botijão de gás era roubado”, destaca, ironizando.
Transporte
“Os ônibus andam cheios e a passagem é muito cara”, foi uma afirmação unânime entre os estudantes. Para eles, faltam ônibus e os que circulam no município estão mal distribuídos. “Tem hora que passam uns três de uma vez para o mesmo bairro e, depois, demora muito a passar. Nos horários de pico, então nem se fala”, afirma Ludyara Luisa.
Outra estudante da turma, Débora Moura, discute que o fluxo de veículos da cidade tem aumentando muito, e devido à poluição e congestionamento, seria interessante incentivar mais o uso do transporte coletivo. “Mas para isso, a passagem precisava ser mais acessível e ter mais quantidade de ônibus disponíveis”, opina.
Wôlmer Ezequiel


Gabriela Maciel

Universidade
Ludyara Luisa argumenta a necessidade de mais projetos para levar as bibliotecas à população e fomentar o interesse pela leitura. “Mas o gosto por ler é preciso ser incentivado desde criança. E está faltando esse incentivo à leitura até mesmo na matriz de ensino dos professores. A educação pública, por exemplo, precisa cobrar mais os livros dos alunos para que eles tomem gosto pela leitura”, defende. Os demais estudantes citam ainda a falta valorização do professor, “principalmente dos que trabalham na escola pública”.
Sobre o ensino, os alunos acreditam que uma universidade federal no município possibilitaria alavancar o crescimento da região. Débora Ramos brinca, dizendo que “seria interessante fundar a UFVA – Universidade Federal do Vale do Aço”. Um dos seus colegas aprovou a ideia. “Muitos saem daqui para cursar a federal e a maioria não volta. Uma federal no município seria muito bom”, resumiu.
Meio ambiente
“O verde da cidade está mal preservado. Há um tempo atrás não era assim”, é questão apontada pela adolescente Kamila Santana, quando o assunto é meio ambiente. Outra aluna, Gabriela Maciel, conta que seus parentes que moram em outros estados sempre fizeram comentários positivos sobre a cidade. “Eles sempre falaram do fato de Ipatinga ser muito bonita. Mas nesses últimos anos há um descaso com Ipatinga”, lamenta.
 
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