01 de maio, de 2012 | 00:00
Especialista chama atenção para distúrbio que atinge crianças
Dificuldades na escola e problemas de comportamento são sintomas do transtorno
IPATINGA - Agitação, dispersão, bagunça, falta de foco e esquecimento. Se você conhece alguma criança com essas características, fique atento: ela pode ser portadora do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), uma disfunção neuropsiquiátrica que aparece na infância e, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a sua vida.
A disfunção é hereditária e atinge mais o sexo masculino, numa proporção de três meninos para cada menina. O TDAH ocorre em 4% a 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado. Por desinformação, os adultos costumam confundir o problema com falta de educação ou excesso de mimo a essas crianças, normalmente rotuladas de avoadas” e estabanadas.
Por esse motivo, o diagnóstico do transtorno deve ser feito de forma adequada. Os pais devem procurar um especialista se for observado que a criança tem dificuldades em controlar os impulsos, se distrai por qualquer estímulo, perde com facilidade o foco daquilo que está fazendo, tem inquietação motora constante e esquece, com freqüência, materiais escolares e outros objetos”, diz o médico pediatra e psiquiatra da infância e adolescência do Hospital Márcio Cunha, André Luiz Brandão Toledo.
De acordo com ele, é comum os pais, ao levarem os filhos para o tratamento, também se tornarem pacientes. Cerca de 30% a 40% dos familiares de crianças com TDAH têm o distúrbio e os sintomas são os mesmos, porém, dentro do contexto de vida em que se encontram. Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos, impulsivos e estão mais suscetíveis à depressão, ansiedade e ao uso de álcool e drogas ilícitas”, explica o médico.
Relacionamento
O TDAH na infância, em geral, se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. No Colégio São Francisco Xavier, por exemplo, as crianças hiperativas têm acompanhamento especial. Logo no começo do ano repassamos ao professor o laudo médico com as necessidades do aluno: se ele precisa de mais tempo para fazer uma prova, de um teste individualizado ou de sentar na frente, entre outras peculiaridades”, relata a orientadora educacional do Colégio São Francisco Xavier, Adriane Soares Souza.
Para ela, é de extrema importância que alunos com TDAH sejam motivados.
No dia a dia, frequentemente encontramos crianças com dificuldades em termos de relacionamento, comportamento e também de aprendizagem. Nossa preocupação é oferecer orientação educacional juntamente com o especialista que atende ao aluno e o professor, para dar suporte a essa criança”, finaliza a orientadora.
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