05 de maio, de 2012 | 00:01

Comércio e Serviços atraem mais trabalhadores mineiros

Cada vez mais estes setores têm ofertado oportunidades no mercado de trabalho

Alex Ferreira


OPERÁRIOS CONSTRUÇÃO CIVIL

BELO HORIZONTE - A prestação de serviços e o comércio, juntos, representam 59% dos trabalhadores no mercado de trabalho mineiro, o que corresponde a cerca de 2,3 milhões de pessoas atuantes. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, atualmente Minas Gerais conta com um universo de 4 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
Ocupações como vendedores, demonstradores em lojas ou mercados, caixas e trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias são destaques de empregabilidade no setor do comércio. Já no setor de serviços, as ocupações que mais empregam são escriturários em geral (agentes, assistentes e auxiliares administrativos), trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações e operadores de telemarketing.
Além de ser o setor que mais emprega, juntamente com o de serviços, o setor comercial foi o que mais gerou oportunidades aos jovens para o primeiro emprego, colocando mais de 270 mil trabalhadores nas lojas de Minas Gerais.
Dos outros 41% dos trabalhadores empregados no Estado, 21% estão na Indústria de Transformação; 9% na construção civil; e 7% na agropecuária (incluindo extrativismo, caça e pesca). Os outros setores (Extrativismo mineral, Administração Pública e Serviços Industriais de Utilidade Pública) somam, juntos, 4%.
Para o secretário de Estado de Trabalho e Emprego, Carlos Pimenta, o mercado de trabalho mineiro vem demonstrando que há ainda mais espaço para expansão. “O crescimento destes setores demonstram que a vida dos mineiros e dos brasileiros tem melhorado. A renda está crescendo e isso permite que o cidadão tenha acesso a novos bens e serviços, ajudando, assim, a estimular e a desenvolver a economia”, enfatiza o secretário.
Geração
Minas Gerais teve um saldo de mais de meio milhão de empregos formais nos últimos quatro anos. Foram aproximadamente 7,4 milhões de admissões, contra 6,8 milhões de desligamentos.
Do saldo positivo de admissões, 960 mil pessoas obtiveram seu primeiro emprego. Dos jovens que ingressaram no mercado, 37% completaram o ensino médio; 16% possuíam diploma de Ensino Fundamental; 8% já tinham completado o ciclo da 5ª série (antiga 4ª série); apenas 1% de analfabetos e 5% possuíam ensino superior.
Mulheres
Também em relação ao saldo positivo da geração de empregos dos últimos quatro anos, 2,5 milhões dos admitidos correspondem a mulheres, ou seja, 34,11% do total. O setor que mais empregou essas mulheres foi a administração pública, com 59,26%; seguido do comércio, com 45,5%. Na construção civil, apenas 4,92% dos mais de 1,1 milhão de trabalhadores admitidos é formado por mulheres.
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