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06 de maio, de 2012 | 00:00

Carro novo na mão

Vale do Aço supera expectativa nacional de venda de veículos

Wôlmer Ezequiel


brasauto

IPATINGA – O mercado de venda de veículos no Vale do Aço continua aquecido. Os números regionais contrariam a projeção de vendas da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que aponta queda de 9,95% na venda de veículos no Brasil em abril, em relação ao mesmo mês do ano passado. Com isso, a Federação reduziu em 2,36 pontos percentuais a sua projeção de crescimento para o setor em 2012, fazendo com que a estimativa no ano seja de 3,4%.
A frustração das expectativas no país está relacionada ao crescimento da inadimplência no setor automotivo e a consequente restrição do crédito para compra de veículos, conforme análise da Fenabrave sobre o balanço de vendas divulgado no último dia 3. A estimativa de crescimento anterior era de 5,76%. No Vale do Aço, o diretor da Brasauto, revenda da Ford em Ipatinga, Adriano Fortes da Silveira, exibe números mais robustos que os divulgados pela Fenabrave.
“Nossas vendas têm se mantido com bom número, mas com a redução da taxa de juros acredito que a tendência seja somente de crescimento, chegando a algo em torno de 5%, a partir do segundo semestre”, explicou Adriano da Silveira. Também otimista, o titular da Leva Renault, João Carlos Barbosa, pondera que o mercado do Vale do Aço está sempre acima do nacional, chegando a vender 3% a mais, em média. “Nossas vendas foram melhores em abril, comparado ao mês anterior, e nossa expectativa é ainda melhor daqui em diante.
Esperamos crescer cerca de 30%, o que só mostra o quanto o mercado daqui surpreende positivamente quando comparado ao restante do país”, destacou João Carlos.
A expectativa da Fenabrave, no entanto, é de alguma recuperação no segundo semestre. “Nos últimos dez anos, tivemos uma ascensão social forte. Essa nova classe média consumiu e se endividou, mas a tendência é que isso diminua. Com o orçamento familiar mais folgado e os juros caindo, é provável que as famílias honrem os créditos recebidos e continuem a consumir”, resume o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti.
“Temos uma inadimplência acima de 6%, que é superior ao que tivemos na crise de 2008/2009. Isso fez com que os bancos estejam mais severos na concessão de créditos. Essa conjuntura está afetando pesadamente o mercado”, pontua Meneghetti.
Wôlmer Ezequiel


Adriano

O levantamento avaliou, também, o desempenho de vendas por segmento. O setor de automóveis, por exemplo, teve o pior resultado desde abril de 2009, registrando queda de 10,84% nas vendas em relação a abril de 2011. Somente o segmento de máquinas agrícolas teve alta nesse comparativo, alcançando 4,84%.
A comercialização de ônibus foi a que registrou maior queda, com -21,47%. Os demais segmentos que registraram baixas foram: motos (-9,5%), caminhões (-19,77), implementos rodoviários (-14,86) e comerciais leves (-8,31%).

Participação
De acordo com o balanço, a empresa com maior participação no segmento de automóveis e comerciais leves é a Fiat, com 21,86% do total de vendas, seguida pela Volkswagen, com 20,8%. A lista segue, em porcentagens menores, com General Motors (16,9%); Ford (9,84%); Renault (6,76%); Nissan (3,52%); Honda (3,49%); Hyundai (2,92%); Citroen (2,32%); e Toyota (2,25%).
Na comparação entre as regiões, o Sudeste possui mais da metade (50,49%) dos novos automóveis e comerciais leves em circulação a partir do mês de abril. Em seguida, aparecem as regiões Sul (20,84%), e Nordeste (15,15%).


 
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