06 de maio, de 2012 | 00:00

Setor supermercadista em alta

Supermercados mineiros fecham primeiro trimestre de 2012 com expansão de 8,78%

Arquivo DA


Supermercado

DA REDAÇÃO - O faturamento dos supermercados de Minas Gerais apresentou expansão de 8,78% no primeiro trimestre de 2012, em comparação a igual período do ano passado. Os números são apontados pelo "Termômetro de Vendas", pesquisa da Associação Mineira de Supermercados (Amis), com empresas de todo o Estado. A expansão do crédito, aliada à política de redução de taxas de juros do Banco Central, foi determinante para o aumento das vendas do setor.
A pesquisa apontou que o melhor desempenho, no plano estadual, ocorreu na região Central, onde o crescimento das vendas foi de 7,61%, seguido pelo Norte, com aumento de 7,24%. Nenhuma região de Minas teve retração. Pelo contrário. Na Zona da Mata, por exemplo, as vendas aumentaram 6,38%; no Rio Doce e Vale do Aço, 6,14%; no Triângulo, 6,12%; no Sul, 5,60%; e, no Centro-Oeste, 2,32%.
São muitos os fatores que propiciaram este crescimento. Para o presidente da Cooperativa de Consumo dos Empregados da Usiminas (Consul), Matusalém Dias Sampaio, o aumento do salário mínimo esse ano foi expressivo, o que aumenta a massa de consumo. Além disso, a expansão e facilidade de crédito, além da baixa nos juros são outros fatores apontados pelo aumento das vendas. “É importante acrescentar, também, o crescimento das classes C e D que faz parte de todo este processo – as pessoas passaram a consumir mais em quantidade e qualidade”, destaca.
O proprietário do Grupo Odelot, Adalton Toledo, vai além. Ele entende que a economia mineira vive um momento importante em âmbito nacional. “São grandes investimentos na área de construção civil, revitalização da malha viária estadual que movimentam a economia regional e estadual, puxando o comércio para um ambiente positivo, onde as perspectivas para o fechamento do primeiro semestre do ano já supera o planejado”, pontua.
Wesley Rodrigues


Matusalém Sampaio

Receio
Matusalém Sampaio, por outro lado, observa que a desaceleração da indústria é preocupante. “A crise na indústria está presente não somente no Brasil, como em todo o mundo, e pode impactar no consumo e refletir no setor supermercadista no Vale do Aço, que se situa em um cenário siderúrgico”, lembra.
O presidente da Consul destaca que, apesar disso, o setor está confiante em um crescimento acentuado ao longo do ano, haja vista que as políticas econômicas do Estado são favoráveis a isto. Adalton Toledo acrescenta que as perspectivas para este ano são as melhores, esperando em média um percentual de crescimento de 14% em relação ao ano passado.
Implicações
O faturamento expressivo do primeiro trimestre de 2012 pode resultar em geração de empregos. “A partir do momento em que aumenta o consumo, há uma geração de empregos ao longo da cadeia do ramo alimentício, embora de forma tímida. Uma maior movimentação nas lojas acaba exigindo mais funcionários”, analisa Matusalém Sampaio.
A evolução do ramo supermercadista no Vale do Aço, inclusive, possibilita a expansão do setor. O Grupo Odelot antecipa que a rede irá abrir novas lojas em bairros estratégicos, fomentando o crescimento da economia local. “Passamos por um período de vários incentivos para investimentos. Para este ano, temos uma previsão de crescimento de 18%”, conclui Adalton Toledo.
 
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário