08 de maio, de 2012 | 00:08
É preciso fazer as contas”
Poupança permanece como alternativa segura de investimento financeiro
DA REDAÇÃO Apesar das mudanças anunciadas pelo governo, a caderneta de poupança permanece como a melhor aplicação para o pequeno investidor, por ser mais segura e transparente. A avaliação é de especialistas, diante do anúncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para quem a poupança tende a render igual ou mais que os fundos de renda fixa sem incidir imposto de renda e taxa de administração”.
Um dos efeitos esperados com a queda nos juros é o aumento da disponibilidade de crédito, com taxas mais acessíveis. Com juros mais baixos, a expectativa do governo é estimular o consumo. O mercado da construção civil já prevê um novo período de crescimento.
Para reduzir a taxa de juros básica, o governo teve que retirar o maior obstáculo legal para cumprir o objetivo: mudar as regras de remuneração da aplicação financeira mais popular do país, a caderneta de poupança. Pelo novo sistema, a caderneta passa a ser remunerada em 70% da taxa
Selic quando ela for inferior a 8,5% e, pelo sistema atual, quando for superior. Nada muda para as contas já existentes.
Segundo os economistas, a Selic só estará em queda se a inflação estiver totalmente sob controle. A expectativa do governo é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fique entre 4,5% e 5% este ano.
Mas, com as mudanças, como fica o cenário para os investidores? Quem responde essa questão, em Ipatinga, é o agente de investimentos da Invista Brasil, Felipe Tadeu Silveira Oliveira. Ele destaca que, desde 1991, a poupança rende ao menos 0,5% ao mês (6,17% ao ano), mais a Taxa Referencial. Se confirmada a tendência de baixa da inflação, o investidor deixa de ganhar, como antes, com novos depósitos.
No entendimento de Felipe Tadeu, a isenção do imposto de renda e a possibilidade de saque a qualquer momento permanecem como vantagens da caderneta de poupança. Entretanto, é bom fazer as contas. Como a nova regra só passa a vigorar quando a Selic estiver em 8,5%, o dinheiro que foi depositado na poupança até dia 3 de maio permanece com a renda de 6,17% ao ano mais a TR, independentemente do valor da taxa Selic.
Quando os juros caem, também cai o rendimento dos investimentos em renda fixa. Se a Selic cair mais, a renda fixa vai pagar menos que a poupança. Caso isso ocorra, os investidores tenderão a sair da renda fixa e ir para a caderneta. A renda fixa ajuda a pagar as dívidas do governo. É como se o investidor emprestasse o dinheiro”, detalha.
Títulos de renda fixa são alternativas de investimentos
De acordo com o agente de investimentos Felipe Tadeu Silveira Oliveira, os títulos públicos e privados de renda fixa são indicados como alternativas de investimentos. Eles podem ser diretos, por meio da compra desses títulos, ou indiretos, por meio dos fundos de investimentos.
Quando você compra um título de renda fixa, empresta dinheiro ao emissor do papel, que pode ser um banco, uma empresa ou o governo. Em troca, recebe juros até a data de vencimento deste título, quando ocorre o resgate. Esses juros são a remuneração que você recebe por emprestar seu dinheiro. Na renda fixa, você escolhe quanto vai investir, em quanto tempo vai retirar seu dinheiro e qual o retorno esperado. Temos como produtos de renda fixa: títulos públicos, CRI, LCA, debêntures, CDB e LCI, que apresentam a mesma garantia e segurança que a poupança”, detalha Felipe Oliveira, da Invista Brasil.
O Certificado de Depósito Bancário (CDB), é um instrumento de captação dos bancos, com o objetivo de financiar suas atividades. Você empresta dinheiro aos bancos em troca de uma rentabilidade (juros). Geralmente, é indexado ao DI e emitido com prazo em torno de dois anos”, acrescenta o agente.
No entendimento de Felipe, o CDB apresenta risco baixo para aplicações até R$ 70 mil por CPF e por instituição financeira. Esse tipo de investimento tem garantias pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O investimento mínimo é de R$ 1.000,00.
Já a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) é um instrumento de captação que pode ser emitido por instituições autorizadas pelo Banco Central, com objetivo de financiar o setor imobiliário. São títulos de baixo risco para o investidor, por contar com a mesma garantia que a Caderneta de Poupança, do Fundo Garantidor de Crédito (até R$ 70 mil por emissor) e ainda da alienação fiduciária do imóvel.
Apresenta como características: Liquidez na data do vencimento, que pode variar de 3 meses a 2 anos, risco baixo para aplicações de até R$ 70 mil por CPF e por instituição financeira, por serem garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), títulos isentos de Imposto de Renda para pessoa física.
Para quem precisar de outras informações, aqui na Invista Brasil damos suporte ao investidor interessado, com palestras gratuitas, cursos, além de uma completa consultoria sobre investimentos”, conclui Felipe Tadeu.
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