10 de maio, de 2012 | 00:00

Alerta para o diabetes

Ministério da Saúde aponta que mais de 5% da população tem a doença

Arquivo DA


Exame de diabetes

DA REDAÇÃO - O Ministério da Saúde divulgou, nessa quarta-feira (9), um levantamento que indica que 5,6% dos brasileiros são diabéticos. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), o percentual da doença subiu principalmente entre os homens, passando de 4,4%, em 2006, para 5,2% no ano passado. Em Ipatinga, cerca de 1,66% da população tem a patologia.
O levantamento, feito em 26 capitais e no Distrito Federal, mostra que o diabetes é mais comum em pessoas que estudam menos; 3,7% dos brasileiros que têm mais de 12 anos de estudo declaram ser diabéticos, enquanto 7,5% dos que têm até oito anos de escolaridade dizem ter a doença.
O diagnóstico da doença também aumenta conforme a idade da população, já que o diabetes chega a atingir 21,6% dos idosos (maiores de 65 anos), e apenas 0,6% das pessoas na faixa etária de 18 a 24 anos. Dentre as capitais com maior percentual de diabéticos, a cidade de Fortaleza (CE) aparece na liderança, com 7,3%, seguida por Vitória (ES), com 7,1%, e Porto Alegre (RS), com 6,3%.
Dados preocupantes
Dados do Vigitel mostram que, no período de 2006 a 2011, houve um crescimento de 28% na prevalência da obesidade no Brasil. Apenas entre os homens, o percentual de excesso de peso passou de 47,2% para 52,6%.
O Ministério informou que o número de internações por diabetes no Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 10% entre 2008 e 2011, passando de 131.734 para 145.869. Entretanto, houve queda na comparação com 2010, quando as internações totalizaram 148.452.
Em 2009, foram notificadas 52.104 mortes pela doença em todo o país. No ano seguinte, os óbitos aumentaram para 54.542.
Município
Em Ipatinga, segundo dados da Secretaria de Saúde, são 3.949 pessoas com diabetes cadastradas no serviço público – sondagem feita por meio do acompanhamento realizado pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), nas residências. Em contrapartida, somente 2.222 diabéticos cadastrados recebem assistência médica gratuita.
“A diferença se deve a muitos recorrerem ao atendimento particular”, esclarece a gerente da Atenção Primária à Saúde, Débora Mello de Menezes. “Mas há os que não procuram atendimento em lugar nenhum ou não sabem que têm a doença”, lembra Gilciany Ferraz, do suporte técnico municipal ao programa Hiperdia – sistema federal de atenção à hipertensão arterial e diabetes.
A variação predominante da patologia no município é a do tipo II, com 3.554 pessoas cadastradas, e 1.999 atendidas nas unidades de saúde. O tipo I tem 395 pessoas cadastradas, contra 223 atendidas. Débora Mello resume que o tipo I é aquele que, geralmente, aparece na infância. O tipo II, por sua vez, é mais frequente na idade adulta, resultado do sedentarismo, má alimentação e sobrepeso.
As mulheres, conforme os dados, são a maioria dos pacientes de diabetes que residem no município, observa Débora. Os idosos figuram na faixa etária mais atingida. “Entretanto, há uma incidência crescente de jovens com a doença”, alerta Gilciany Ferraz.
As profissionais da Secretaria de Saúde orientam à população que, diante dos sintomas e histórico familiar da doença, ela deve procurar atendimento médico para fazer o controle sanguíneo, possibilitando o diagnóstico e tratamento da enfermidade.
“É importante verificar se há casos da enfermidade na família, sede excessiva, se a pessoa vai constantemente ao banheiro - inclusive à noite durante o período de sono – além do cansaço, visão turva ou embaçada, machucados com difícil cicatrização e perda de peso com facilidade”, reforçou Débora Mello.
 
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