15 de maio, de 2012 | 00:04
Cai número de acidentes com motoristas embriagados
Prisão de motoristas alcoolizados contribui para redução
IPATINGA O número de acidentes envolvendo motoristas alcoolizados diminuiu em relação ao ano passado. Em um comparativo dos primeiros três meses deste ano, com o mesmo período do ano passado, é possível observar o aumento de prisões por embriaguez, o que contribuiu para a redução do registro de acidentes com condutores embriagados. As informações são da Policia Militar Rodoviária do Vale do Aço, que responde por 26 municípios e 598 quilômetros de rodovia.
De janeiro a abril de 2012 foram anotados seis acidentes e 37 prisões. Já em 2011, a Polícia Militar Rodoviária prendeu 11 motoristas, e registrou cinco acidentes cuja causa foi embriaguez. A faixa que mais apresenta ocorrências por embriaguez está entre 18 e 25 anos, havendo casos também de pessoas mais velhas. De acordo com o tenente do pelotão de Trânsito Rodoviário do Vale do Aço, Luiz Gonzaga Gonçalves, o condutor precisa entender que é um risco para ele e para outros usuários dirigir embriagado.
Além disso, é necessário entender que levar” vantagem sobre a fiscalização não significa que realmente vá sair ganhando. O mais certo é que esse motorista tenha prejuízo, tanto em relação à integridade física dele e de outros, como também em prejuízo financeiro em caso de danos do veículo”, explicou. Atualmente, a multa para quem é pego dirigindo embriagado é de R$ 957,70, além da perda de sete pontos e apreensão da CNH. O veículo nem sempre é apreendido, dependendo do caso.
O tenente alerta ainda que as pessoas devem entender que é responsabilidade de todos buscar a segurança no trânsito. Outro ponto importante, segundo Luiz Gonzaga, é em relação ao procedimento operacional da Polícia Militar Rodoviária, que é de prender todos motoristas que estejam com sinais ou sintomas de embriaguez, na condução de veículos automotores. Nós temos em todas as nossas viaturas os etilômetros para fazer o teste de aferição de alcoolemia (nível de álcool etílico no sangue), contudo a lei permite ao policial, que percebendo sinais ou sintomas de embriaguez no condutor, efetue a prisão mesmo que ele não faça o teste”, disse o tenente.
Lei Seca
Audiências públicas convocadas pelo ministro Luiz Fux (Superior Tribunal de Justiça) discutiram aspectos da Lei 11.705 (Lei Seca). Os debates envolveram efeitos do álcool na direção, o impacto da venda de bebidas próximo às rodovias, os resultados concretos já apresentados pela Lei Seca nas estatísticas de acidentes de trânsito e os meios de aferição do grau de embriaguez, entre outros.
Para o tenente Gonçalves, tais alterações são válidas, porém a lei já previa isso, o problema estava na interpretação. Já que estava havendo interpretação equivocada, com tendência a facilitar as coisas para o embriagado, foi importante e entendemos que trará reflexos positivos na fiscalização desse tipo de delito no trânsito”, concluiu o tenente Luiz Gonzaga Gonçalves.
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