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15 de maio, de 2012 | 00:00

“A situação está sob controle no Ceresp”

Doença que matou duas detentas no Ceresp de Ipatinga não é motivo de pânico, segundo autoridades

Wôlmer Ezequiel


coletiva

IPATINGA – “Nós não estamos tratando de um surto, mas de uma situação atípica e isolada dentro de uma cela do Ceresp”. A afirmação é do secretário de Saúde de Ipatinga, Arlen Ferreira, feita durante entrevista coletiva na tarde de ontem.
De acordo com dados apresentados, seis detentas do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional em Ipatinga permanecem internadas, em quarentena, por medidas de segurança no Hospital Municipal de Ipatinga. Suspeitas como meningite, H1N1 (gripe suína) e hepatites virais A e B foram descartadas por análises realizadas pela Fundação Ezequiel Dias (FUNED), em Belo Horizonte.
O secretário, acrescenta que a “doença infecciosa de causa ainda desconhecida” estava dentro de uma cela feminina do Centro de Remanejamento de Presos e “não há nenhum risco de surto à população, ou de quarentena do Hospital Municipal de Ipatinga, tampouco de qualquer unidade de saúde do município”.
A médica infectologista da Secretaria de Saúde, Carmelinda Lobato de Souza, esclareceu que todas as seis pacientes internadas cumpriam detenção na mesma cela. “Elas passam bem e estão evoluindo de forma favorável. As detentas estão internadas em uma ala de isolamento que montamos no hospital, por se tratar de uma patologia que nós ainda não identificamos a causa”, observa Carmelinda.
 
No total, 20 pessoas provenientes do Ceresp passaram por atendimento médico no hospital público do município. “A maioria foi avaliada, ficou em observação e recebeu alta, sem nenhuma caracterização de problema de saúde”, lembra o diretor do hospital, Eclair Fenske. Nenhum dos funcionários permanece hospitalizado.
O QUE JÁ FOI PUBLICADO:

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Suspeitas
As possíveis causas do surto que matou duas presas do Ceresp de Ipatinga ainda são investigadas. “O que se estuda é uma sepse bacteriana por bactérias que possam ser transmitidas pela água ou alimentos; febres hemorrágicas, como a febre maculosa, a hantavirose ou leptospirose”, explica a infectologista. Na próxima segunda-feira (21) devem sair os resultados.
A gerente da sessão epidemiológica, Michele Moreira Egydio, lembra os principais procedimentos tomados pelos profissionais envolvidos. “Nós coletamos água, entramos nas celas, avaliamos as condições de salubridade e convívio daquelas pessoas. Coletamos alimentos, o Centro de Controle de Zoonoses esteve lá para fazer o tratamento de possíveis roedores e posteriormente a análise dos tipos de roedores. Todas as ações foram feitas em conjunto não somente com a parte assistencial, mas também com o departamento de saúde coletiva que trabalha a prevenção”, ressaltou.
Michele também informou, na noite de sexta-feira, foi realizada a vacinação dos presos. No sábado, a Vigilância Sanitária efetuou a higienização do ambiente e incineração dos materiais e roupas. Uma dedetização foi feita na área externa, “uma vez que os animais entram via esgoto”, especificou. No caso do gato morto, encontrado próximo a caixa d’água que atende o presídio, Michele esclareceu que “quando é feita uma análise do ambiente, ele é avaliado como um todo”. “Ter identificado o animal ali não quer dizer que ele contaminou aquele ambiente, mas ele precisa ser identificado”, detalhou.   
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