16 de maio, de 2012 | 00:00
Medicamentos falsos é tema de palestra
Encontro trouxe delegado da Polícia Federal, que já ocupou chefia de inteligência da Anvisa
IPATINGA Discussões acerca da prática profissional fazem parte das premissas do ensino oferecido pela Unipac Vale do Aço. Nesta perspectiva, o curso de Farmácia recebeu o delegado da Polícia Federal e ex-chefe de Inteligência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Adilson Batista Bezerra. Na oportunidade, o delegado realizou uma palestra sobre ações de combate à falsificação de produtos submetidos à Vigilância Sanitária.
O evento fez parte o III Ciclo de Atualização Farmacêutica do Vale Aço, promovido pela Associação dos Farmacêuticos do Vale do Aço (AFVA), em parceria com Conselho Regional de Farmácia(CRF-MG), Conselho Federal (CFF), Federação Interestadual de Farmacêuticos (FEIFAR) e Associação de Farmacêuticos Magistrais (ANFARMAG).
Como anfitrião, o coordenador do curso de Farmácia da Unipac Vale do Aço, Arilton Januário Bacelar Júnior, destacou a importância de discutir a pirataria de medicamentos. A palestra permitiu que os presentes esclarecessem dúvidas sobre padrões e leis a serem seguidos e ética profissional por um profissional de renome”, enfatizou.
Segundo o presidente da AFVA, Leandro Leal, um dos objetivos da palestra foi justamente trazer mais informação aos futuros farmacêuticos. Há grande demanda de atualização do conhecimento dos profissionais que estão no mercado. É de grande importância termos profissionais mais instruídos e, principalmente, eliminar os farmacêuticos que trabalham incorretamente. É necessário mostrar aos estudantes o tamanho da sua responsabilidade e como é importante trabalhar de forma ética, sabendo discernir o que é bom e o que é ruim”, revelou.
Proteção
Conforme o palestrante, o farmacêutico deve estar ciente da sua responsabilidade e saber executar o seu trabalho com eficiência. A falsificação de medicamentos é um mal que precisa ser combatido. O profissional farmacêutico não é um perito em falsificação, mas ele deve conhecer muito bem a legislação sanitária vigente e cumpri-la rigorosamente. Desta forma, ele consegue proteger o consumidor do produto pirata”, explicou.
Adilson Bezerra ainda pontuou que os produtos mais falsificados são para ereção masculina e anabolizantes, denominados como medicamentos de estilo de vida. O ex-chefe de inteligência da Anvisa também falou sobre os riscos de consumir medicamentos falsificados.
Combate
Adilson Bezerra também alertou aos profissionais e estudantes dos cursos de Farmácia, Enfermagem e Biomedicina da Unipac quanto às principais formas de identificar os medicamentos falsos. Primeiro, o farmacêutico deve aprovar a lista de compra apresentada pelo proprietário da farmácia.
Em seguida, é preciso que o profissional qualifique o seu fornecedor, procure saber se ele realmente se dispõe a comercializar apenas produtos submetidos à Vigilância Sanitária e se os produtos foram expedidos pela Anvisa. Depois, exigir a nota fiscal de compra e verificar se constam no documento o lote e o prazo de validade dos produtos adquiridos.
Posteriormente, é preciso conferir tais informações com as que constam no produto. Estes são os primeiros passos a serem seguidos pelos farmacêuticos no combate á falsificação de medicamentos”, esclareceu o ex-chefe de inteligência da Anvisa.
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