18 de maio, de 2012 | 00:00

Conversar é uma forma de prevenção

Em Timóteo existem 90 casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes em atendimento

Wôlmer Ezequiel


exploração sexual

TIMÓTEO – Técnicos do Centro de Referência em Assistência Social (Creas), do município de Timóteo, alertam pais de crianças e adolescentes para a prevenção contra o abuso sexual. Conversas abertas e esclarecimentos sobre as ações do abusador podem ser um dos meios de prevenir contra o crime.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Assistência Social, existem no município 90 casos conhecidos de abuso sexual contra crianças e adolescentes. A assistente social e gerente de proteção social da secretaria, Elisete Borges, reconhece que o número é considerável, mas ainda existem muitos casos omitidos.
Segundo a assistente social, a idade das crianças violentadas varia de dois a 17 anos e, entre as estatísticas, existe uma adolescente grávida do próprio pai. “O perfil dos abusadores geralmente está ligado a pessoas de confiança dos familiares e, na maioria dos casos, eles são membros da própria família”, explica.
 
No enfrentamento contra o crime, a Secretaria tem atuado junto ao Conselho Tutelar, escolas e equipe técnica formada por psicólogos, assistentes sociais e advogados. Mas Elisete Borges reforça a importância dos pais desenvolverem uma conversa aberta com os filhos, esclarecendo sobre as diversas formas de abuso.
Dicas
A psicóloga do Creas, Maria Elisa Rezende Takahak, afirma que conversar sobre os sinais de abuso com os filhos, pode ser uma tarefa difícil e por isso as informações devem ser adequadas a cada idade. Antigos conselhos como “não aceite balas de estranhos e nem fale com desconhecidos”, é uma forma de introduzir a conversa. “Os pais também devem ensinar as crianças a dizer não ao agressor, e, se possível, tentar fugir e pedir ajuda”, complementou.
É importante dizer aos filhos quais são os toques permitidos, como um abraço ou um tapinha nas costas; e quais são os ruins, como as áreas privadas. A criança deve saber ainda que ninguém, nenhum membro da família, professor, outra criança ou adulto, pode tocá-la nas partes íntimas cobertas pela calcinha ou pela cueca, porque se trata de áreas privadas. As exceções são para os pais, na hora de dar banho ou ajudando no uso do banheiro, assim como um médico ou enfermeiro no momento de um exame em um consultório médico ou unidade de saúde.
Tipos
Outras formas de abuso sexual infantil são exposições a atos sexuais ou conteúdos sexualmente explícitos impróprios a menores de idade. As crianças devem ser incentivadas a conversar com os adultos de confiança quando qualquer uma dessas coisas ocorrer.
 
Divulgação


blitz educativa

Blitz alerta motoristas para combate a exploração
 
Nesta quinta-feira (17), os servidores da Prefeitura de Timóteo promoveram uma blitz educativa perto da Escola Municipal Limoeiro. Os panfletos distribuídos aos motoristas que passaram pelo local alertam sobre o Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O movimento também teve a participação de funcionários dos Cras dos bairros Limoeiro e Recanto Verde, PSF do Limoeiro e Alphaville com apoio da Escola Municipal Limoeiro.
 
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário