18 de maio, de 2012 | 19:59

Seis explosões em menos de dois meses

Sem previsão para acabar a onda de ataques a caixas eletrônicos, comércio já começa a pedir aos bancos a desativação de equipamentos

Eugênio Moraes


explosão caixa BH

IPATINGA – Entre 1º de abril e 18 de maio, foram registradas seis explosões de caixas eletrônicos no Vale do Aço e cidades vizinhas. Do total, três eram do Banco Bradesco. No mês de abril, foram contabilizadas ainda duas tentativas de explodir equipamentos em Bugre e Piedade de Caratinga.
Questionando sobre medidas de segurança para solucionar o problema, o Banco Bradesco, alvo da maioria das ataques, declarou, por meio de sua assessoria de Comunicação, que não comenta o assunto. De acordo com o tenente-coronel Francisco Assis de Oliveira, comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar, um trabalho de inteligência vem sendo feito em relação às explosões de caixas eletrônicos.
“Temos monitorado os pontos vulneráveis, bem como suspeitos de integrar o bando que tem participado de tais ações. O trabalho visa dificultar o acesso dessas pessoas aos caixas”, afirmou. Nos últimos dias, explica o tenente-coronel, cerca de 10 pessoas ligadas a essa atividade foram presas. “O que já é fruto da ação conjunta que temos realizado”, resume.
Alerta
De acordo com Federação Brasileira de Bancos (Febraban), dos 179 mil caixas eletrônicos instalados no país, 46,5 mil estão fora de agências, quase um quarto do total. No primeiro trimestre deste ano, foram 73 casos no Estado, enquanto, no mesmo período do ano passado, foram registradas 34 investidas. A orientação da Polícia é que as mineradoras e pedreiras informem sobre qualquer desvio de explosivo dentro da empresa ou no transporte.
 
Os roubos aos terminais de autoatendimento levaram os supermercados de Belo Horizonte a suspender a reposição de dinheiro nos equipamentos, até que os bancos concordem em pagar um aluguel pelo espaço. O dinheiro será usado para a contratação de vigias. A decisão foi tomada quando os estabelecimentos sofreram o segundo ataque com o uso de explosivos somente este ano.
Uma rede mineira de supermercados desativou todas as máquinas de 97 lojas. Por causa da ofensiva aos centros de compra, a Associação Mineira de Supermercados (Amis), vai solicitar uma reunião com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), para cobrar a prisão das quadrilhas.
 
A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), por sua vez, admitiu que as ações de segurança permitidas pela legislação aos estabelecimentos comerciais, que consiste em vigilância e dispositivos eletrônicos, é insuficiente diante da violência empregada pelos criminosos. A Febraban observa que os bancos atuam em parceria com os governos, as polícias e o poder judiciário para combater os crimes e propor novos padrões de proteção.
 
Diante do quadro, a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços em Ipatinga (Aciapi), e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), recomendam que os estabelecimentos comerciais não aceitem mais caixas eletrônicos no seu interior. Para os que já possuem, recomendam medidas extremas, como pedir aos bancos que não reabasteçam os caixas.
 
O QUE JÁ FOI PUBLICADO:

“Só esforço conjunto ampliará segurança” - 09/05/2012

Falta segurança na feira - 15/05/2012

PM e Exército fiscalizam explosivos em Ipatinga - 11/05/2012
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário