23 de maio, de 2012 | 00:10
Comércio prepara troca das sacolas
Para dirigente da Associação Mineira de Supermercados, eliminação das embalagens plásticas é um caminho sem volta
IPATINGA Uma comissão formada por representantes do comércio varejista em Ipatinga irá apresentar, dentro de 15 dias, uma proposta de campanha de conscientização da população sobre o fim do uso das sacolas plásticas convencionais.
Reunidos na sede da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços (Aciapi) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), na manhã desta terça-feira, os varejistas acertaram a troca das sacolas plásticas convencionais por sacolas biodegradáveis ou retornáveis. Prevista em lei municipal cujo prazo de entrada em vigor foi estendido até 15 de setembro próximo, a eliminação das sacolas convencionais é alvo de preocupação.
O presidente da Aciapi, Gustavo de Souza, avalia que há 30 anos a população usa as embalagens e mudar o hábito não será fácil. Apesar do desgaste, vamos unir forças e fazer uma campanha de orientação. Essa iniciativa precisa ter a adesão da população, sem a qual, o trabalho será em vão”, afirmou.
O presidente da CDL, Márcio Penna, lembra que não só os supermercados estão obrigados a obedecer a norma, mas todo estabelecimento que utilize embalagens plásticas.
Para o vice-presidente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Matusalém Dias Sampaio, a medida deverá ser bem aceita em Ipatinga, pois o município dá muito importância às questões ambientais. E o setor supermercadista tem muito a contribuir nesse sentido, pois a poluição com as sacolas plásticas é inegável”, enfatizou. Veja vídeo sobre os danos das sacolas plásticas no mundo:
Sem volta
O presidente da Associação Mineira de Supermercados, José Nogueira Soares Nunes, veio a Ipatinga nesta terça-feira para orientar aos varejistas sobre a questão do fim das sacolas convencionais. O empresário do ramo supermercadista em Belo Horizonte afirmou aos varejistas reunidos em Ipatinga, que o principal beneficiado com a iniciativa é o meio ambiente, mas as empresas também têm a ganhar, com a questão da imagem.
O presidente da Amis também afirma que a eliminação das sacolas é um caminho sem volta e acrescenta que Minas Gerais deverá ganhar em breve uma lei estadual para banir as sacolas plásticas. Aí deixará de ser uma preocupação em nível municipal e passa a ser de âmbito estadual. As pessoas precisam entender que o volume de plástico lançado na natureza atingiu níveis insuportáveis nos 30 anos de uso desse material”, enfatizou.
Retornáveis
Para José Nogueira, as sacolas retornáveis, aquelas que não são descartáveis e as pessoas podem usar mais de uma vez para carregar suas mercadorias, são as mais indicadas. O executivo também lembrou que a decisão dos supermercados de Belo Horizonte de cobrar entre R$ 0,19 e R$ 0,22 por sacola compostável ou biodegradável é justamente para desestimular as pessoas a usar a embalagem. Trata-se de uma mudança cultural. As pessoas, aos poucos usam caixas de papelão, menos agressivas para o ambiente, bem como as sacolas reutilizáveis”, ponderou.
Cobrança desestimula uso de sacolas
Moradores têm consciência da importância sobre a lei da sacola plástica
IPATINGA Ao falar ontem a um grupo de varejistas reunidos em Ipatinga para acertar o atendimento à lei que determina o fim das sacolas convencionais, o presidente da Amis, José Nogueira Soares Nunes, foi questionado sobre a intenção dos supermercadistas em cobrar pelas sacolas biodegradáveis ou compostáveis. Nos lugares onde as sacolas convencionais, feitas a base de petróleo, foram proibidas é comum os estabelecimentos cobrarem entre R$ 0,19 e R$ 0,20 por unidade, para quem não possui bolsas reutilizáveis ou caixas de papelão. O executivo disse que a cobrança é exatamente para desestimular o uso das sacolas plásticas.
Mas e os clientes de supermercados o que acham da iniciativa? A reportagem do DIÁRIO DO AÇO foi às ruas perguntar sobre o que pensam as pessoas sobre o tema.
A dona de casa, Flávia Costa, 33 anos, já sabe que as sacolas plásticas estão sendo proibidas em vários municípios, mas não tinha a informação que a lei passa a valer em Ipatinga a partir de setembro. Apesar disso, já ela adianta que está preparada para a mudança e, inclusive, carrega uma sacola retornável na bolsa.
Flávia concorda com a medida e acredita que o Brasil está atrasado no assunto, uma vez que outros países já adotaram essa estratégia. Agora, que esse negócio de gastar não é comigo. Prefiro economizar o dinheiro que gastaria comprando as sacolas que serão vendidas (biodegradáveis) e carregar sempre a minha sacola de pano”, comenta a moradora de Revés do Belém, distrito de Bom Jesus do Galho.
Elidiana Firmino, 30 anos, também não tinha conhecimento de quando as sacolas comuns seriam banidas do comércio. A moradora do bairro Vila Celeste afirmou que vai comprar o quanto antes uma bolsa retornável. Os centavos do preço de tantas sacolas biodegradáveis poderá sair mais caro”, avalia.
Joaquim Lucena, 63 anos, diz que pagaria pelas sacolas compostáveis, se precisasse. É válido algo que vai prejudicar menos o meio ambiente”, observa o morador de Santana do Paraíso.
O ajudante de pedreiro Francisco Evandro, 43 anos, por sua vez, confirmou que já tinha informação sobre a proibição do uso das sacolas plásticas, porque tinha lido no jornal. É a partir de setembro, né?”, indaga. Ele concorda com a mudança. Para ele, o brasileiro sempre se ajeita”. Entretanto, não pretende gastar com sacola. Farei minha capanga para carregar as mercadorias”, planeja.
Moradora do bairro Vila Militar, a auxiliar de serviços Sebastiana Maria Pereira, 59 anos, já tem uma bolsa reutilizável e assegurou que pagaria pelas compostáveis, se fosse preciso. E Ernilza Maria de Araújo acredita que as sacolas retornáveis estão com preço bom para o consumidor. Essa mudança é mais que necessária, o plástico prejudica muito o ambiente e a saúde”, conclui a moradora do bairro Forquilha.
O QUE JÁ FOI PUBLICADO:
Varejistas preparam adoção das sacolas retornáveis - 22/05/2012
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