23 de maio, de 2012 | 00:00

Professores do Cefet aderem a greve

Paralisação nas federais já atinge mais de 40 instituições em todo o país

Wôlmer Ezequiel


cefet
TIMÓTEO – Professores do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet), unidade de Timóteo, estão em greve. Segundo dados da direção da escola, apenas 20% do corpo docente continua lecionando, mas uma reunião agendada para o próximo dia 1º de junho pode resultar na adesão total dos professores.
A greve nas instituições federais é por tempo indeterminado, e atinge todo o país. O anúncio foi feito no último dia 17 e, segundo balanço dessa terça-feira (22), do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), 41 instituições estão paralisadas.
No Cefet-Timóteo, a paralisação foi aprovada em assembleia realizada na última segunda-feira (21), no campus do bairro Vale Verde. Segundo o diretor do Cefet, Rodrigo Gaiba, será montado um calendário alternativo para aqueles que não aderiram ao movimento.
Para o diretor, manter as aulas parcialmente prejudica os alunos. Rodrigo Gaiba esclarece que os setores técnicos administrativos continuam em funcionamento, no campus do Vale Verde e no Centro-Norte.
Luciano Nascimento Moreira é professor nos cursos técnicos e na graduação do Cefet em Timóteo. Segundo ele, são muitas as reivindicações da pauta, não se limitando apenas a reajustes salariais. “É preciso ficar claro que não é uma questão salarial; o que nós queremos é um ensino de qualidade em todas as federais, queremos mudanças reais”, defende.
Para o professor, o governo federal precisa ampliar o número de vagas por meio de concurso e oferecer estruturas melhores. “Em Timóteo, por exemplo, nós trabalhamos com um número reduzido de professores em vagas permanentes e nossa estrutura é muito precária”, contou. Luciano Nascimento estima que cerca de 50 professores do Cefet-Timóteo estão em greve.
Reivindicações
De acordo com nota publicada pela Andes-SN, as reivindicações tem como referência a pauta da Campanha 2012 dos professores federais, aprovada no 31º Congresso do Sindicato Nacional e já protocolada junto aos órgãos do governo desde fevereiro. Os docentes reivindicam a reestruturação da carreira, prevista no acordo firmado em 2011 e, segundo o sindicato, descumprido pelo governo federal.
A categoria pede carreira única, com 13 níveis remuneratórios e variação de 5% entre estes níveis, a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), incorporação das gratificações e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas universidades e institutos federais e atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas elaboradas localmente.
Protesto
Os alunos do Cefet-Timóteo organizam um protesto para esta quinta-feira (24), a partir das 9h30, em frente ao campus do Centro-Norte. Com o apoio de alguns professores, os estudantes querem chamar a atenção para a necessidade da intervenção do governo no sentido de melhorar a estrutura do ensino nas universidades federais.
 
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