23 de maio, de 2012 | 00:00

Empregos na Usiminas

Sindipa considera boatos as informações sobre demissões na Usiminas

Sérgio Roberto


Usiminas inaguração 2

IPATINGA - O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa), Luiz Carlos Miranda, afirma que a informação, segundo a qual a Usiminas irá demitir 1.500 trabalhadores da planta de Ipatinga é inverídica. “A diretoria da Usiminas assegurou que as notícias não passam de boatos e que não há nenhum plano de desligamento na siderúrgica”, disse.
Luiz Carlos explicou ainda que a Usiminas não pode simplesmente demitir os trabalhadores. “Existe um acordo judicial, assinado entre os representantes das empresas Usiminas/Usiminas Mecânica/Unigal/Usirol e terceirizadas com a direção do Sindipa, estabelecendo que nenhuma demissão significativa pode ser feita sem que antes haja uma negociação com a entidade sindical”, explicou.
Ele aproveitou para pedir aos trabalhadores que se tranquilizem. “A diretoria do Sindipa jamais aceitará demissão em massa de trabalhadores. Só porque a atual gestão da Usiminas não quer mais terceirizar os serviços de manutenção para a Usiminas Mecânica (UMSA), isto não significa que ela pode deixar pais de família desempregados sem uma justificativa plausível e minimamente decente”, reiterou o líder sindical.
Segundo adiantou Luiz Carlos, a direção do sindicato está atenta aos acontecimentos e qualquer descumprimento ao acordo será levado aos órgãos responsáveis. “Se as empresas não respeitarem o acordo legal vigente, vamos levar ao conhecimento da Federação Internacional do Trabalhadores Metalúrgicos e à Organização Internacional do Trabalho, além de acionar a Justiça do Trabalho. E num quadro extremo, vamos até mesmo partir para aquilo que é inimaginável para algumas pessoas na cidade e na empresa, que é promover a mobilização dos trabalhadores para a paralisação das atividades industriais na Usiminas”, antecipou.

Histórico
De acordo com o Sindipa, a nova diretoria da Usiminas, sob o comando da empresa argentina Techint, tenta retomar o modelo de gestão do ex-presidente Rinaldo Campos Soares, desfeita na época do ex-presidente Marco Antônio Castello Branco, que resolveu transferir a manutenção de equipamentos na empresa para a Usiminas Mecânica, para fazer economia, o que gerou várias demissões neste processo de terceirização.
Agora, a diretoria argentina quer voltar ao sistema antigo. “O Sindipa vai usar de todas as medidas possíveis e legais para impedir que outro desastre venha a acontecer na siderúrgica, trazendo reflexos econômicos e sociais trágicos e negativos para os mais diferentes setores da sociedade do Vale do Aço”, enfatizou Miranda.
 
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