25 de maio, de 2012 | 00:00
Alunos do Cefet fazem protesto
Jovens reclamam de falsa propaganda do governo e protestam em Timóteo
TIMÓTEO Os alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), campus Timóteo, realizaram um passeata em protesto contra a educação federal, na manhã desta quinta-feira (24). Com faixas, foguetes, nariz de palhaço e tinta nos rostos o grupo saiu pelas principais ruas do Centro Norte para chamar a atenção da população para a atual crise nas instituições federais de ensino. Assim como os professores, os estudantes da instituição decretaram greve e pediram o congelamento do calendário letivo.Há mais de uma semana foi decretada greve do corpo docente nas universidades federais do país. No Cefet-Timóteo, a paralisação foi aprovada em assembleia realizada na última segunda-feira (21), no campus do bairro Vale Verde. A paralisação ainda não atingiu 100% do quadro de professores que exigem a reestruturação da carreira. Os alunos apoiam a mobilização dos docentes e pedem pela melhoria da estrutura curricular dos cursos e por isso também aderiram ao movimento grevista.
A estudante de engenharia da computação, Karini Rodrigues, 22, explica que o protesto tinha como objetivo despertar a sociedade para as falsas propagandas do governo federal sobre a expansão das universidades. Porque na verdade faltam professores e com isso existem disciplinas em atraso. Se a gente luta pra entrar na federal é porque queremos ensino de qualidade”, reclama.
Meia greve”
O presidente do diretório acadêmico, Leandro Guilherme Lacerda França, 23, justifica que a greve dos alunos foi uma escolha prática para reduzir as conseqüências da paralisação dos professores. Muitos estudantes vêm de outros municípios para estudar em Timóteo, acarretando gastos para ter apenas algumas aulas, não dava pra ficar de meia greve”, alega. A greve dos alunos deve durar até o fim do movimento liderado pelos professores.
O professor Luciano Nascimento reclama que as dificuldades enfrentadas no ensino das federais se agravam com o não cumprimento das promessas do atual governo Dilma Rousseff (PT). Foi feita a promessa de investimento de 10% do PIB na educação e isso não foi feito, faltam equipamentos, materiais e recursos humanos nas universidades”, protestou.
De acordo com o professor, quando foi aberto a centro federal de Timóteo deveria ter cerca de 60 professores efetivos, mas os anos se passaram e o número atual é de 36.
Luciano Nascimento também denúncia que projetos previstos para ampliação do campus do Centro Norte que, incluem construção de um novo prédio, laboratórios, centro esportivo, refeitórios e bibliotecas, anunciados há mais de três anos não as[iram do papel. A falta de laboratórios, salas adequadas e espaço para a prática de esporte e aulas de educação física afetam diretamente na qualidade do ensino”, considerou.
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