05 de junho, de 2012 | 00:00

Ipaba investe em regularização fundiária e garante escrituras

A iniciativa da administração prevê também obras de infraestrutura

José Luiz


População acompanha atenta as explicações

IPABA - A Prefeitura de Ipaba está ampliando o programa de regularização fundiária, que começou em fevereiro deste ano, com o mutirão realizado para levantar e regularizar a documentação de aproximadamente 6.000 famílias.
Como o município ainda possui famílias que residem em áreas que ainda não estão devidamente regularizadas, a administração municipal vai aproveitar o convênio firmado com a Quantum Administradora de Finanças Públicas para permitir que os moradores de três áreas recebam as escrituras dos imóveis, se tornando donos legais e definitivos de suas moradias, além das obras de urbanização como água e luz. A Quantum, sediada em Manhuaçu, presta serviços a várias prefeituras.
Os detalhes da ampliação do programa de regularização fundiária em Ipaba foram anunciados na noite de sexta-feira (1º/6), no auditório da Unidade de Saúde do Centro. Os moradores que ocupam áreas próximas ao antigo acesso do município, na Escola Municipal Padre João Geraldo Rodrigues, e ao lado da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, receberam informações e ainda puderam tirar suas dúvidas com as explicações do advogado Marco Antônio Pereira Dutra, representante da Quantum.
“Logo após o levantamento topográfico dos três loteamentos, em fase de realização pela prefeitura, por exigência da Copasa e Cemig, os moradores serão convocados pela Prefeitura de Ipaba para apresentar os documentos que comprovam que são proprietários de fato dos terrenos”, explicou.
José Luiz


Marco Antônio Pereira Dutra 1

Infraestrutura
Conforme Marco Antônio, na medida em que forem sendo identificados os proprietários dos imóveis, a Prefeitura de Ipaba dará início as obras de infraestrutura urbana, com a instalação de rede de água e luz nos locais. A contratação de uma empresa especializada em assessoria tributária e imobiliária é uma exigência da Lei 11.977 de 2009, que ajudou a criar o programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.
“O bom do programa é que, além de água e luz, um sonho antigo, os moradores receberão os títulos de posse dos imóveis, ou seja, as escrituras registradas em Cartório sem nenhum custo”, endossou o prefeito José Vieira (DEM), satisfeito com a repercussão do programa lançado após quatro meses de governo.
“São muitas famílias ipabenses que residem em áreas irregulares que ainda não possuem o documento definitivo e legítimo do seu imóvel. Tem família que paga quase R$ 300 com despesas de energia sem ao menos ter acesso à rede elétrica. O que esse governo atual está fazendo é assumir a responsabilidade de gestores que não tiveram o cuidado de garantir a urbanização dos loteamentos. É um sinal de respeito à população”, disse o vereador Renato Capoeira, líder do governo na Câmara.
José Luiz


Francisco Joaquim de Matos, o Chico

Oportunidade
O próprio presidente da Câmara, Nilson Antônio de Araújo, elogiou a iniciativa da prefeitura. “Moro em uma área que ainda depende da regularização fundiária e pago cerca de R$ 150 com energia. Serei beneficiado com o programa, mas a Câmara não deixará de convocar os representantes da Copasa e Cemig para debater o projeto de urbanização com os moradores”, adiantou.
Outro que comemorou a iniciativa do prefeito José Vieira é o diretor da Cooperativa Habitacional de Ipaba (Coapa), Francisco Joaquim de Matos, o “Chico”. “Tem muita gente querendo regularizar a situação do seu imóvel e essa é uma grande oportunidade. Só onde eu moro são mais de 500 famílias. A Copasa sempre informou que não poderia fazer nada por nós enquanto as escrituras dos imóveis não fossem regularizadas. Vivemos esse drama desde 1992, quando a cooperativa foi criada. O José Vieira está cumprindo o que prometeu antes mesmo de ter vencido a eleição, em 2008”, reconhece.
O programa de regularização fundiária, uma orientação do Ministério Público, é a solução de vários problemas na Prefeitura de Ipaba. Sem ele, o município deixa de arrecadar tributos, o proprietário não consegue financiamento pela Caixa, ou vender o seu imóvel.
 
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