14 de junho, de 2012 | 00:00
Empresa apresenta opção para reabilitação profissional
Mais de um milhão de trabalhadores foram liberados” pelo INSS em 2011, mas o mercado ainda tem dificuldade em absorver estes profissionais
IPATINGA - Em 2006, a Previdência Social instituiu o sistema de altas programadas, por meio do qual os trabalhadores afastados por acidente laborais ou doenças tornam-se aptos para voltar às suas funções, após passarem por perícias médicas periódicas. A medida visa diminuir os elevados gastos com benefícios: em torno de R$ 14 bilhões por ano, segundo estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo (USP).
As empresas têm enfrentado dificuldades para se adequar à regra e absorver o contingente profissional. De um lado, estão os empregados que não se sentem aptos a retornar às atividades após longo período de afastamento e, de outro, os empregadores que convivem com limitação de vagas e temem queda na produtividade, além de arcarem com parte dos custos, uma vez que, mesmo após a alta médica”, em alguns casos o trabalhador goza de estabilidade e/ou de garantia de emprego por um período, por força de lei e normas coletivas.
Uma alternativa que tem se mostrado eficaz ao unir as três pontas desta recente e complexa situação trabalhista, é a reabilitação profissional. Além de preparar o trabalhador, até então afastado, para novas funções, ao investir em reabilitação profissional, as empresas reduzem multas trabalhistas, diminuem custos médicos, consolidam uma cultura de prevenção de novos acidentes e valorizam seu capital humano”, explica a fisioterapeuta e mestre em Ciências da Reabilitação da CIC-Habilitá, Luciana Ulhôa Guedes.
Outros benefícios listados por ela, são: redução do Fator Acidentário de Trabalho (FAP) que representa um gasto de até 6% da folha de pagamento das empresas , melhorias das condições de trabalho e diminuição do período de improdutividade dos empregados que receberam alta” pelo INSS. Do lado do empregado, as vantagens são a qualificação e sua reinserção ao mercado.
Multiprofissional
Diferente da reabilitação médica convencional que cuida apenas da patologia e/ou acidente limitador da capacidade laboral, a reabilitação profissional envolve uma equipe multiprofissional e atividades diversas, como explica o terapeuta ocupacional da CIC-Habilitá, Ronan Delfin Machado.
Ao ser indicado para a reabilitação profissional pelo INSS, o trabalhador passa por capacitações, acompanhamento médico-psicológico e atividades motivacionais visando a sua reinserção ao mercado de trabalho e adaptação à rotina de trabalho”, detalha.
Na empresa, é realizado um estudo para identificar as vagas disponíveis e compatíveis com o profissional que está retornando. Todo o processo é acompanhado de perto, inclusive, a adaptação deste trabalhador e sua equipe à rotina de trabalho. O processo de reabilitação profissional dura entre quatro e seis meses. Durante este período, o empregado continua a receber o benefício pelo INSS. Cumpridas todas as etapas, o profissional passa por nova avaliação médica da empresa e perícia do INSS e, então, recebe o certificado individual de reabilitado.
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