15 de junho, de 2012 | 00:00

Benefício negado causa indignação em usuários

Sem entendimento, os dois cidadãos permanecem sem os cartões e sem o acesso ao transporte gratuito

IPATINGA – O direito à gratuidade no transporte público de Ipatinga para deficientes físicos ainda é motivo de desentendimentos. Nesta semana o descontentamento no atendimento da concessionária do transporte coletivo de passageiros, no bairro Iguaçu, levou o ajudante João Paulo dos Reis, 54 anos, e o aposentado José Amaro de Souza, 54 anos a procurarem o DIÁRIO DO AÇO para manifestar a sua indignação. O motivo da insatisfação foi o indeferimento do benefício do cartão passe livre.
Wesley Rodrigues


jOAO PAULO

Acompanhado do sobrinho Geraldo Matias, João Paulo dos Reis afirma que o benefício de seu cartão de passe foi invalidado meses atrás. Para requerer novamente o benefício, ele levou à empresa todos os laudos que atestam sua cegueira no olho esquerdo. Porém, os documentos não eram suficientes, de acordo com a empresa. O laudo médico pericial, que é realizado para comprovar a deficiência, foi indeferido. “É absurdo isto, ele tem o direito. Levarei o caso ao Ministério Público ou qualquer autoridade maior para que se faça justiça”, disparou Geraldo Matias.
Wesley Rodrigues


José Amaro

O aborrecimento de José Amaro era pelo mesmo motivo. “O cartão da minha mulher foi tomado dentro do ônibus. Tenho todos os laudos que comprovam a cegueira parcial de Maria do Socorro”, lamenta. Na confusão, a Polícia Militar chegou a ser acionada, para o registro de um boletim de ocorrência. Exaltados, os reclamantes foram à Prefeitura de Ipatinga em busca de maiores explicações.
Resposta
O gerente administrativo da Autotrans na Região Metropolitana do Vale Aço, Anivair Dutra, esclareceu que não compete à empresa a avaliação das exigências para a concessão do passe livre às pessoas com deficiência. “Um perito ou profissional responsável é quem faz essa avaliação. Estando tudo certo dentro dos parâmetros que a prefeitura estabelece, nós emitimos o cartão e repassamos ao cidadão”, explicou o gerente.
Em nota, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ipatinga esclareceu que o interessado deve procurar a Autotrans, localizada na rua Caetés, no bairro Iguaçu, para a realização do cadastro. É necessário levar cópias e originais do CPF e RG, além de comprovante de residência no município de seis meses atrás e outro do mês atual. Para aqueles que não moram em casa própria, o contrato de aluguel autenticado também é válido.
Para os deficientes, é necessária a apresentação de laudo médico sobre a deficiência do interessado que, em seguida, é encaminhado para a perícia realizada, dependendo da especialidade, por médicos da Secretaria de Saúde ou por profissionais da empresa. Sem entendimento, os dois cidadãos permanecem sem os cartões e sem o acesso ao transporte gratuito.
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