22 de junho, de 2012 | 23:50
Distritos Industriais em pauta
Fórum de Desenvolvimento reúne empresários e líderes de entidades
TIMÓTEO O teatro da Fundação Aperam recebeu na manhã desta sexta-feira (22) o primeiro Fórum de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Aço. Sob o tema Redescobrindo os Distritos Industriais e o modo certo de implantá-los”, o evento contou com a participação de empresários, do prefeito de Timóteo, Sérgio Mendes (PSB) e do secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Fábio Veras.
Para o prefeito Sérgio Mendes (PSB) é preciso buscar o fortalecimento do comércio e da indústria com forma de gerar emprego, renda e qualidade de vida.
O presidente da Fundação Aperam Acesita, Venilson Araújo Vitorino, destacou a importância do encontro, que possibilita a busca do crescimento econômico. Venilson afirmou que é importante encontrar o melhor caminho para o desenvolvimento socioeconômico da região.
O presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços (Aciati) de Timóteo, Hiler Felix, endossou o discurso dizendo que não poderia deixar de participar e buscar maneiras de desenvolvimento para a Região Metropolitana do Vale do Aço.
O gestor do Arranjo Produtivo Local (APL) metalomecânico do Vale do Aço, Augusto César Barros, lembra que existe uma necessidade muito grande de promover o desenvolvimento do setor na região. Na sua opinião, o Fórum foi o primeiro passo de muitos que virão.
Ele observou que é preciso unir a indústria e o comércio e que esse tipo de separação não pode existir. É preciso envolver o poder público, a sociedade e as empresas em prol do desenvolvimento, para que se tenha resultado em curto prazo”, disse. O gestor do APL metalmecânico propôs ainda que no próximo fórum, o tema seja sobre o mercado, com previsão de realização no mês de setembro.
Zoneamento
O evento contou com palestras, entre elas a da advogada e assistente técnica da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Juliana Dornelas. Ela explanou sobre como e onde implantar um distrito industrial, além de destacar os cuidados com questões relacionadas ao meio ambiente, como licenças e a necessidade de pensar no zoneamento do território. A advogada chamou a atenção ainda para a questão de locais que não possuem área urbana para implantação e que poderiam tomar medidas para expansão.
O consultor da Rosa Naibert Projetos e Consultoria, do Rio Grande do Sul, Nelson Naibert abordou sobre o tema Desenvolvimento local, o desafio da gestão pública”. Nelson relatou que o primeiro ponto quando se fala sobre distrito industrial é a necessário determinar um condomínio industrial, um planejamento, e definir o que fazer de forma a determinar qual seu plano para o desenvolvimento de seu município.
Esse é o ponto inicial. Pela nossa experiência notamos que é preciso ter uma sinergia muito forte entre secretarias, porque hoje ao falar de desenvolvimento isoladamente, vamos cair num arcabouço de só industrializar e não pensar no entorno, no meio ambiente com sustentabilidade, por exemplo”, explicou o consultor.
Incentivos
Nelson Naibert lembrou que é fundamental envolver a Secretaria de Administração, com incentivos que ela possa propiciar de forma adequada, não ferindo o erário público e permanecendo muito próximo da Secretaria de Obras, para que ela possa licenciar as construções de forma correta.
O que eu vejo hoje aqui no Vale é que as pessoas precisam definir, primeiro, uma organização e os objetivos futuros. A partir disso, criar essa sinergia entre essas secretarias, partir para o plano de ação e nós temos hoje implantados o distrito de Saquarema e Bom Jardim (RJ), onde conseguimos criar essa sinergia de forma positiva”, exemplificou.
Hoje o estado concorre com a Índia e Colômbia”
Presente ao evento, o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Fábio Veras, comentou que por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), o governo mineiro tem um vasto patrimônio de distritos industriais distribuídos no Estado.
Nosso grande problema é que o Ministério Público está questionando há algum tempo a possibilidade de doação de terras para empresas. Existe um hiato ainda em discussão entre a realidade econômica e uma visão técnica legalista. Hoje o Estado e as várias regiões concorrem não apensar com São Paulo, Rio Grande do Sul, mas com a Índia, Colômbia. A guerra para mostrar a competitividade no nosso território é intensa e o tempo de decisão das empresas é muito rápido, em face ao conceito da dinâmica do mercado”, declarou.
O secretário disse ainda que muitas vezes se o Estado não tem a liberalidade de conceder uma vantagem competitiva, por exemplo, um terreno em uma dada região, para que essa empresa venha, a competitividade fica prejudicada. Ao mesmo tempo, segundo ele, como o Estado segue as leis e as decisões judiciais, é necessário considerar os questionamentos do MP e isso paralisou essa política de desenvolvimento dos distritos industriais.
Mas o relevante é a região identificar qual é a sua cadeia de valor, qual é o conjunto das indústrias e dos seus fornecedores e como fazer para fortalecer as indústrias e os seus fornecedores. Na medida em que a gente tem claro quais são as empresas relevantes e o que temos que fazer para fortalecê-las, a questão do terreno é uma questão que se viabiliza de varias formas. O distrito industrial é uma dimensão importante, mas ele é um item da agenda, existe um conjunto de outros itens”, opinou Fábio Veras.
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