29 de junho, de 2012 | 00:10

Cenário sombrio

Indústria do aço vive incertezas do cenário econômico internacional

Adri Felden


congresso siderurgia

DA REDAÇÃO - O elevado excedente mundial de capacidade de produção de aço, da ordem de 500 milhões de toneladas/ano, leva a práticas predatórias no mercado internacional. Somadas ao artificialismo existente nas importações, essa realidade faz com que os excedentes se mantenham no Brasil em patamares elevados tanto em relação às importações diretas de produtos siderúrgicos quanto às indiretas, de aço contido em produtos da cadeia metalmecânica. 
A persistência dessas importações vem ocasionando processo de desindustrialização no país. Tal questão, juntamente com a necessidade absoluta do crescimento sustentado do mercado interno, assim como à correção de assimetrias competitivas desfavoráveis observadas no país são as grandes preocupações da indústria brasileira do aço, reunida no Congresso Brasileiro do Aço e ExpoAço 2012, em São Paulo.
 
O comportamento do setor no 1º semestre de 2012 reforça essas preocupações. O Instituto Aço Brasil estima, para o período mencionado, uma produção de aço bruto de 17,2 milhões de toneladas, 3,4% a menos que no mesmo período do ano anterior. A produção de laminados deverá alcançar 13,3 milhões de toneladas (3,1% a mais sobre o mesmo período de 2011) e a de semiacabados 4,0 milhões de toneladas (alta de 4,3% sobre o mesmo período de 2011).
 
Consumo
As vendas e o consumo interno de aço devem manter-se praticamente nos mesmos níveis de 2011. No primeiro semestre deste ano as vendas de produtos siderúrgicos ao mercado interno deverão atingir 11,1 milhões de toneladas, alta de 1,8% em relação ao ano anterior. Já o consumo aparente de produtos siderúrgicos deverá ser de 12,9 milhões de toneladas, 2,4% acima do registrado no 1º semestre de 2011.
As exportações do setor, refletindo o desaquecimento do mercado internacional, deverão alcançar 5,3 milhões de toneladas e valor de US$ 3,9 bilhões, quedas de 6,5% e 8,3%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2011. As importações de janeiro a junho deste ano deverão atingir 1,9 milhão de toneladas, alta de 10% em relação ao primeiro semestre de 2011. 
 
Exportação
Projeção preliminar para o ano de 2012 indica, para o Brasil, produção de aço bruto de 36 milhões de toneladas, 2,2% a mais do que em 2011. O consumo aparente deve aumentar 5,4%, atingindo 26,4 milhões de toneladas. As exportações estão estimadas em 10,9 milhões de toneladas, 0,7% a mais do que no ano passado. As importações previstas para esse ano são de 3,6 milhões de toneladas, 3,8% a menos do que em 2011.
 
Economia Verde e perspectivas  para setor na pauta do congresso 
 
Representantes das principais empresas da cadeia produtiva do aço, incluindo a Aperam South America, de Timóteo, se reuniram no 23º Congresso Brasileiro do Aço e na ExpoAço 2012, realizados pelo Instituto Aço Brasil (IABr). 
 
O congresso, realizado no Transamérica Expo Center, em São Paulo, contou com a presença de personalidades do cenário nacional, como a presidente Dilma Rousseff, ministros e diretores de grandes corporações. 
 
O presidente da Aperam South America, Clênio Guimarães, o diretor comercial, Frederico Ayres, e outros profissionais da empresa, também participaram do evento, que se encerrou nessa quinta-feira (28). Para Clênio Guimarães, o congresso foi uma ótima oportunidade para estar em contato e trocar experiências com fornecedores. “Foi um momento de encontrarmos os outros membros do conselho de administração, dar apoio aos seminários coordenados pelo IABr e trocar ideias sobre oportunidades e ameaças do setor siderúrgico”, disse. 
 
Na opinião do diretor comercial, Frederico Ayres, o Congresso funcionou como um termômetro dos pontos importantes relacionados ao setor. É importante também, segundo ele, para trocar informações com colegas de outras siderúrgicas e com os clientes.
 
Este ano, o tema central do evento foi “Aço – Construindo um futuro Sustentável”. Os debates e palestras giraram em torno de assuntos como o cenário da indústria mundial do aço, Economia Verde, economia mundial e perspectivas, desafios da cadeia do aço, entre outros. 
 
Como nos anos anteriores, a participação da Aperam South America contou com estande institucional, de aplicações em aço inox e de produtos de diversos parceiros da empresa. Os itens foram expostos na Vila do Aço – erguida em tamanho real, mostrando o aço no cotidiano das pessoas. 
 
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