01 de julho, de 2012 | 00:00
Timóteo discute criação de núcleo de apoio a dependentes
TIMÓTEO - A criação de um Núcleo de Apoio aos Toxicômanos e Alcoólatras de Timóteo (NATA) foi debatida por cerca de 30 representantes de clínicas e comunidades terapêuticas de Timóteo, além da prefeitura, Câmara, do Conselho Antidrogas e do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) da Polícia Militar.A proposta é de que o núcleo seja constituído em uma entidade privada de assessoramento técnico a projetos de fortalecimento das ações de combate às drogas, de reinserção à sociedade e de captação de recursos.
Esta foi a segunda reunião de discussão da proposta, que surgiu por iniciativa do representante da Comunidade Terapêutica Esperança, Divino de Souza Lopes, que solicitou apoio da Administração municipal. Este é um projeto de grande envergadura, que necessita da participação efetiva da sociedade civil para se tornar realidade. A prefeitura tem buscado dar apoio técnico à elaboração da proposta”, explica José César Ferreira de Souza, coordenador da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo.
Composição
Durante o encontro, realizado na última quinta-feira (28), foram apresentados a composição institucional e os eixos de atuação da futura entidade. A ideia inicial é que o NATA seja constituído por um conselho gestor, uma coordenadoria técnica e um conselho fiscal, totalizando 26 pessoas. A entidade, que será privada e sem fins lucrativos, atuará em três eixos principais: ações de fortalecimento das políticas públicas de combate às drogas, em apoio ao Conselho Municipal Antidrogas; assessoramento às clínicas e comunidades terapêuticas; promoção de um trabalho integrado envolvendo as entidades e as secretarias de Desenvolvimento Econômico e Turismo, de Assistência Social, de Educação.
Integração
Na opinião do presidente do Projeto Vida, Marconi José Freitas da Nóbrega, a criação do NATA promoveria uma maior integração entre as entidades de recuperação e facilitaria o processo de retorno à sociedade. Hoje, o principal não é o tempo que o interno passa na clínica, mas como será o processo de reintegração ao trabalho, família e comunidade”, aponta. A entidade funciona há dois anos, atendendo alcoólatras e dependentes químicos do sexo masculino.
O representante da Clirec, José Pedro Souza, afirma que a proposta de criação do NATA é bastante positiva, mas alerta para algumas dificuldades de funcionamento. Precisamos de pessoas comprometidas e com conhecimento. Atualmente, temos valores expressivos à disposição de projetos de prevenção e de recuperação do usuário de drogas e álcool, mas a burocracia atrapalha o acesso aos incentivos. O NATA pode facilitar esta captação de recursos, inclusive através da capacitação dos gestores dirigentes das entidades, que devem estar habilitadas legalmente para requerer os recursos federais e estaduais”, argumenta.
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