03 de julho, de 2012 | 00:00

Biomédico chama a atenção para cuidados no dia a dia

Ele explica que as bactérias estão em toda a parte, e que o próprio corpo humano é composto 90% por bactérias, que trabalham a favor das pessoas

IPATINGA – Dar mel para crianças abaixo de um ano e guardar metade de alimentos na porta da geladeira são algumas práticas que devem ser evitadas, segundo o biomédico Roberto Figueiredo, conhecido como “Dr. Bactéria”. Em palestra realizada no Centro de Desenvolvimento de Pessoal da Usiminas, em Ipatinga, o biomédico falou sobre hábitos que podem ser nocivos à saúde.
Ele explica que as bactérias estão em toda a parte, e que o próprio corpo humano é composto 90% por bactérias, que trabalham a favor das pessoas. Em casos específicos, como o consumo de mel por crianças abaixo de um ano, Roberto Figueiredo pondera que 8% dos tipos de mel de abelha são contaminados com a bactéria chamada Clostridium botulinum, bacilo responsável pela transmissão do botulismo intestinal.
Segundo ele, é um “crime” dar mel para crianças abaixo de um ano, não só mel de abelha, como também o xarope de glicose. “A bactéria não apresenta alteração de gosto, nem paladar. Uma pessoa acima de um ano tem quantidade de bactérias suficiente para impedir que essa bactéria se desenvolva, saindo nas fezes. Mas uma criança não, então produz toxina dentro do organismo, que a impede de respirar, 5% das mortes súbitas de crianças nessa faixa etária são causadas pela ingestão de mel de abelha. Os pais dão porque não têm informação”, explica.
Não existem, no entanto, restrições ao consumo de mel por crianças com mais de um ano de idade e adultos sem problemas de saúde relacionados à flora intestinal.
Outro cuidado que deve ser observado, alerta, é quanto ao uso de panos sobre a pia, pois acumulam milhões de bactérias. “É essencial também encarar praga como praga. Formiga é uma praga e transmite doença, porque ela vai na ferida do paciente e vai no bolo, e tem gente que fala que formiga é bom pra vista. É importante saber espirrar, tem gente que faz um tubinho com a mão e depois sai cumprimentando todo mundo, sem antes lavá-las. Nem um filho faz o que o pai manda, e sim o que ele faz. É preciso dar exemplo”, observa.
Geladeira
O “Dr. Bactéria” aconselha que o primeiro cuidado a ser tomado em relação à geladeira é mantê-la limpa. “Devemos lembrar que a geladeira tem um compressor, que fabrica o vento gelado, e é mais pesado que o vento quente. Então, o gelado desce e rouba o calor do alimento. É aconselhável que se coloque alimentos mais perecíveis na parte de cima, e os de menor na parte de baixo, como hortaliças”, disse.
Um detalhe importante, pontua o biomédico, é que não se deve colocar meia laranja, nem metade de coisa alguma na porta da geladeira, bem como colas, como, “Super bonder”, e potinhos de exame de fezes.
Sobre poder ou não colocar alimentos quentes na geladeira, Roberto orienta que é permitido, desde que o recipiente esteja destampado. “Não devemos cobrir o que levamos à geladeira. Se colocar tampado o vento vai bater na tampa e vai demorar a conservar, sendo aconselhável cobrir somente após duas horas. É preciso saber mudar um hábito. Não é porque sempre fiz uma coisa de uma forma que não posso mudar”, concluiu Roberto Figueiredo.
 
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