03 de julho, de 2012 | 00:00

Senac debate desafios de segurança da informação

IPATINGA - O Senac Vale do Aço concluiu um debate sobre os desafios e custos da segurança da informação e os riscos que empresas, funcionários e clientes correm todos os dias. A palestra Segurança e Preservação de Informação Corporativa encerrou o evento na última sexta (29).
Segundo Willy Campos, coordenador do evento, as atividades fizeram parte da Feira Segurança na Tecnologia da Informação, que ocorreu nos dias 28 e 29 e reuniu cerca de 800 estudantes, professores e profissionais de Tecnologia de Informação para discutirem segurança da informação no trabalho, na escola, em transações bancárias ou compras, como uma forma de difundir uma prática mais segura para pessoas e também empresas. No caso das empresas, o problema em foco é mais crítico.
 
Segundo ele, empresas coletam informações de fornecedores e clientes todo o tempo. Produzem e dependem de muitos dados próprios. Os riscos, portanto, são bem mais diversos.
 
As empresas das quais dependemos guardam bem a nossa informação? Esta deve ser a principal preocupação da sociedade, conta Leonardo Lacerda Alves, professor do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais e autor da palestra de segurança de informação empresarial.
 
Segundo ele, não há como eliminar totalmente os riscos de vazamento, perda ou indisponibilidade da informação, porém é necessário às empresas conhecer e gerenciar os riscos aos quais se encontram expostas para investir na tecnologia correta e reagir de forma rápida e acertada em caso de falhas. “Quanto mais caro for o retrabalho ou quanto mais sigilosa for a informação, maior deve ser o esforço de preservá-la”, explica o professor.
 
E para quem acha que este problema é maior em empresas grandes, é bom saber que são as pequenas e médias que correm o maior risco e podem ter maior prejuízo. “Empresas maiores normalmente contam com infraestrutura e equipes robustas, com controles mais rígidos de segurança e em conformidade com normas internacionais. Em empresas menores faltam profissionais, infraestrutura e principalmente planejamento para quando algo de errado acontece com a informação corporativa”, afirma Leonardo.
Instrumento
Entre as ameaças contra pequenas e médias empresas não estão apenas criminosos digitais e vírus, mas também defeitos em programas e máquinas, negligência de funcionários e até mesmo insatisfação de ex-funcionários da empresa.

Capacitação das pessoas apresenta-se como o principal instrumento de segurança para as pequenas empresas, segundo Leonardo Lacerda. "Como manter uma equipe exclusiva para segurança é muito caro, é necessário investir na capacitação de todas as pessoas que têm acesso aos nossos dados. Sem isso, é muito pouco provável que uma só pessoa ou alguns programas de proteção deem conta", enfatiza.
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