09 de julho, de 2012 | 18:36

Governo reafirma falta de agenda para discutir greve

Enquanto isso, paralisação está perto de completar dois meses

TIMÓTEO – A greve nacional dos professores de universidades federais, que completou 52 dias nesta segunda-feira (9), pode continuar até 31 de julho, pelo menos. Segundo o Ministério do Planejamento, uma nova reunião com os representantes dos docentes ainda não foi marcada por “falta de agenda” e não deve acontecer antes do final de julho.
O governo federal diz que a pauta dos professores é importante, mas acrescenta que está negociando com mais de 30 entidades sindicais e que não é possível privilegiar uma agenda em função da outra. A última reunião entre sindicalistas e o Ministério do Planejamento ocorreu em 12 de junho, quando um novo encontro ficou marcado para o dia 19 do mesmo mês, mas foi adiado.
“Lá (com o governo), que está parada a negociação, é de lá que tem que sair a proposta e a proposta não sai”, afirmou Luiz Henrique Schuch, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).
Está prevista para a próxima semana, em Brasília, uma rodada de negociações salariais envolvendo o Andes-SN. Várias manifestações foram realizadas pelos servidores, com a participação dos alunos, parte prejudicada com a greve. Informações dão conta que 57 das 59 universidades federais estão totalmente paralisadas.
Em Timóteo, o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet), continua com as suas atividades paralisadas. Segundo o diretor, Rodrigo Gaiba, 95% das instituições federais de ensino superior estão em greve, bem como a maioria dos 38 institutos.
A categoria pede carreira única, com 13 níveis remuneratórios e variação de 5% entre estes níveis, a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), incorporação das gratificações e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas universidades e institutos federais e atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas elaboradas localmente.
 
MAIS:

Greve nas federais completa 49 dias - 05/07/2012
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário