29 de julho, de 2012 | 00:02
Ano letivo comprometido no Cefet-Timóteo
Com a continuidade da greve nas federais, ano letivo será estendido para 2013
TIMÓTEO Os alunos das instituições federais de ensino poderão ter o ano letivo estendido para 2013, devido à greve dos professores. No Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet), unidade de Timóteo, a situação também não é diferente e os alunos dos cursos técnicos e da graduação terão o último semestre deste ano comprometido.A greve dos professores das universidades federais já dura 73 dias e, segundo informações da Agência Brasil, na maioria das 57 instituições, a paralisação teve início antes do encerramento do primeiro semestre. Por isso, quando a greve terminar será necessário concluir as atividades para só então dar início ao segundo semestre de 2012 que pode durar até os primeiros meses de 2013.
O diretor do Cefet de Timóteo, Rodrigo Gaiba, confirmou a possibilidade de extensão do ano letivo para o início de 2013, para os cursos técnicos e de graduação. A reposição de aulas durante o mês de janeiro já estava prevista e, como a paralisação já ultrapassa dois meses, será preciso atingir também o mês de fevereiro.
Na próxima segunda-feira (30), assim como em várias instituições do país, todos os professores do Cefet de Minas Gerais se reunirão em assembleia, no campus I, em Belo Horizonte, para discutir a proposta do governo. Para o professor do campus de Timóteo, Luciano Nascimento Moreira, é bem provável que o corpo docente do centro federal mantenha a greve.
Um dos motivos seria a limitação da proposta apresentada pelo governo. O governo tem tocado apenas na questão salarial, mas esse é apenas um dos pontos da nossa reivindicação”, reclama Luciano Moreira. Os professores garantem que as reposições dos dias perdidos serão cumpridas mesmo em dias não letivos.
Expansões
Na opinião de Luciano Moreira, outra reivindicação importante e que ainda não foi discutida pela equipe do governo federal diz respeito à expansão das federais. A partir de 2006, o governo iniciou uma série de ampliações nas federais, mas de uma maneira muito desorganizada. O próprio prédio do Cefet em Timóteo possui instalações muito precárias”, observou.
O professor também reclama sobre a ausência de concursos na rede federal nos últimos dois anos. Quando o campus de Timóteo foi criado, a expectativa era gerar 60 vagas para professores e apenas 36 foram preenchidas. Faltam professores em várias disciplinas”, argumentou. Luciano Moreira acredita que, com a atual situação da educação federal, as vagas para professores não despertarão o interesse para angariar novos profissionais.
Brasil
Conforme a Agência Brasil, na quinta-feira (26), pelo menos 12 universidades federais já rejeitaram a proposta apresentada pelo governo no início da semana, e mantiveram a paralisação. São elas as Universidades Federais do Rio de Janeiro (Ufrj), de Santa Maria (Ufsm), de Pernambuco (Ufpe), Rural de Pernambuco (Ufrpe), do Espírito Santo (Ufes), de Uberlândia (UFU), de Brasília (UnB), da Paraíba (Ufpb), da Bahia (Ufba), de Goiás (UFG), de Pelotas (UfPel) e Rural do Rio de Janeiro (Ufrrj). Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), os docentes aceitaram a proposta do governo, mas o fim da paralisação ainda dependerá da aprovação, em um plebiscito.
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Greve nas federais completa 49 dias - 05/07/2012
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