29 de julho, de 2012 | 00:01

Casa da Esperança desativa projeto

Entidade deixará de atender cerca de 180 crianças por problemas em repasse de recursos

IPATINGA – Pais de alunos e funcionários da Casa da Esperança se reuniram, na manhã desse sábado, para tratar da suspensão de alguns serviços prestados à comunidade. Alegando falta de repasse financeiro, a coordenadora da entidade, Maria Lúcia Valadão, a “Tia Lúcia”, explicou que o Projeto Desafio, que atende cerca de 120 pessoas, será fechado. Pessoas com necessidades especiais ficarão sem atendimento fisioterápico. No total, cerca de 180 alunos deixarão de ser atendidos, e 21 funcionários que deverão ser dispensados.
De acordo com o administrador do local, Ralphy Oliveira, a entidade possui convênio do Projeto Desafio, no valor de R$ 12.774 por mês. Esse convênio, explica, vai entrar no terceiro mês de atraso, sendo que a última parcela recebida, referente a abril, foi quitada em maio.
O administrador destaca que a entidade tem um repasse do governo federal, uma importância de R$ 2.352 para compra de alimentos, que não é recebido desde janeiro. “A prefeitura não faz repasses desde janeiro. Ele foi assinado agora, há cerca de 10 dias, e o que foi prometido é que o valor, em vez de ser pago em seis parcelas que estão em atraso, será rateado até o fim do ano, nos prejudicando ainda mais. Eles não vão pagar as seis atrasadas e, sim, ratear até o fim do ano”, explicou.
Além desse convênio, a entidade tem um outro no valor de R$ 40 mil, utilizado para manutenção do atendimento as pessoas portadoras de sofrimento mental, que também está em atraso desde maio. “E temos o da saúde, de R$ 20 mil por mês, que não recebemos desde maio e tivemos de dispensar todos os funcionários. O Projeto Desafio foi fechado e o da Casa da Esperança, que é das pessoas com necessidades especiais, estamos deixando de promover serviços de fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, dentista, porque todos que eram contratados pelo convênio da saúde terão de ser dispensados”, pontuou.
Bruna Lage


sandra

A coordenadora da entidade, Maria Lúcia Valadão, a “Tia Lúcia” explica que até o pagamento da energia elétrica, que fazia parte da ajuda mensal, foi retirado, o que representa R$ 6 mil por mês. “A partir de segunda-feira (30), não teremos mais aulas no Projeto Desafio. Colocamos 10 pessoas em aviso prévio e mais outras entrarão na mesma condição no dia 1º. Tivemos de vender um veículo para quitar dívida com funcionários, porque não tínhamos recurso para tal”, relata.
Posicionamento
Em nota, a Prefeitura de Ipatinga informou que trabalha para cumprir com o repasse de verba para a entidade e também seguir o seu orçamento anual dentro da legalidade. A administração municipal disse que está empenhada em resolver o impasse o mais breve possível. Por causa da crise econômica, desde o ano passado, a PMI tem adotado medidas como a exoneração de 50% de seus cargos comissionados para diminuir gastos. Em virtude das dificuldades financeiras devido à queda na receita do município, a parcela que deveria ser paga à entidade em questão não foi repassada.

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