09 de agosto, de 2012 | 00:00

Pedra da Amizade completa 20 anos

Instalado em 1992, nos jardins do Sindipa, monumento representa a paz e a amizade entre Brasil e Japão

IPATINGA - O Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa), realizou, na manhã dessa quarta-feira (8), a solenidade comemorativa pelos 20 anos da Pedra da Amizade. Estiveram presentes ao evento, dentre outras autoridades, Kofu Nomura, filha de Tikufu Ota e presidente do Centro Cultural Tikufukai, Durval Pinheiro, empresário que fez a doação da pedra, Marcelo Chara, vice-presidente da Usiminas, Roberto Maia, diretor da Usiminas, funcionários e diretores do Sindipa e alunos da rede municipal.
A celebração começou com a execução do Hino Nacional Brasileiro e Japonês pela Banda de Música do 14º Batalhão de Polícia Militar de Minas Gerais.
O presidente do Sindipa, Luiz Carlos Miranda, afirmou que a pedra é um símbolo internacional da paz e representa muito para as culturas japonesa e brasileira. Ele destacou, também, que “a pedra está em um local que simboliza a luta dos trabalhadores”.
Kofu Nomura, por sua vez, afirmou que é um prazer participar dos 20 anos do monumento. “É uma data especial quando almejamos um mundo de paz e amizade junto às crianças”, frisou a presidente do Centro no Japão. Ela aproveitou, também, para agradecer a solidariedade dos brasileiros no episódio do tsunami ocorrido em seu país. Kofu acredita que os ideais de amor e amizade de seu pai continuam sendo difundidos por todos que acreditam em um mundo de paz.
Durante a solenidade, Kofu prestou homenagem ao Sindipa, ao 14º Batalhão de Polícia Militar, a Durval Pinheiro e ao mestre de cerimônia, jornalista Nivaldo Resende, que comanda as comemorações desde quando a Pedra foi inaugurada.
Ao final, houve apresentação dos alunos da Escola Terezinha Nivea Lopes e uma brincadeira japonesa (Otedamá).

História
A pedra, doada pelo empresário Durval Pinheiro, tem a palavra amizade pintada por Tikufu, fundador do Centro Cultural Tikufukai que, após vivenciar os horrores da Segunda Guerra Mundial, decidiu se tornar um “embaixador da paz”, ensinando às crianças artes japonesas como Ikebana e Origami.
Na inauguração do monumento, em 1992, ele afirmou que, além de representar sua amizade pelo Brasil, a pedra também era a realização de um sonho. “Meu ideal de paz se tornou realidade através desta pedra, como um monumento à amizade, que ficará eternamente gravado na rocha, deixando de ser apenas um sentimento”, disse o pedagogo japonês.
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