10 de agosto, de 2012 | 00:01

Oferta ainda é pequena para a demanda de reabilitados do INSS

Vale do Aço possui mais de 100 profissionais em reabilitação, mas número ainda é insuficiente


 
TIMÓTEO – Cerca de 300 pessoas participaram do 2º Workshop de Reabilitação Profissional do INSS, promovido na manhã desta quinta-feira (9) no salão Don Ruffino, bairro São José, em Timóteo. A gerência executiva do INSS, sediada em Governador Valadares, destacou o crescimento do número de reabilitados no Vale do Aço, mas reconheceu que a oferta ainda não atende a demanda das empresas.
A reabilitação profissional é um serviço da Previdência Social, prestado pelo INSS, de caráter obrigatório, com o objetivo de proporcionar os meios de reeducação ou readaptação profissional para o retorno ao mercado de trabalho dos segurados incapacitados por doença ou acidente.
Para Gilvan Geraldo Ponciano, gerente executivo substituto do INSS de Governador Valadares, a reabilitação no Vale do Aço está em pleno desenvolvimento. “Hoje nós temos uma equipe formada por médico perito, assistente social e orientador profissional em cada agência, cuidando da identificação e do processo de reabilitação”, detalhou.
Silvia Miranda


Ponciano INSS

O gerente da agência de Timóteo, Harvey Ramon Hipócrates Damasceno Ramos, também comemora o crescimento da adesão das empresas ao programa. “É um programa de grande amplitude que vem crescendo na nossa região e o Vale do Aço tem hoje mais de 100 pessoas em reabilitação” comentou.
Processo
O segurado encaminhado ao Programa de Reabilitação Profissional, após perícia, está obrigado, independentemente da idade e sob pena de suspensão de benefício, a submeter-se ao programa prescrito e custeado pela previdência. O INSS poderá fornecer ao segurado os recursos materiais necessários à reabilitação profissional, incluindo próteses, órteses, taxas de inscrição e mensalidades de cursos profissionalizantes e implementos profissionais.
Silvia Miranda


Pedro Vaz

Demanda
Gilvan Ponciano reconhece que a demanda do mercado ainda é maior do que a oferta disponível, haja vista que as empresas são obrigadas a cumprir uma meta de contratação de pessoas com deficiência ou reabilitados. “De certa forma, isso é bom porque nos incentiva a melhorar cada vez mais o trabalho de reabilitação profissional”, argumenta. Segundo o gerente, só neste ano já foram reabilitados 54 profissionais.
“A gente volta a sentir útil”
Depois de ficar oito anos afastado por depressão, Pedro Alves Vaz, 42, operador de ensaio magnético, voltou a exercer um novo cargo na mesma empresa onde trabalhava antes.
O novo emprego só foi possível após passar seis meses pelo processo de requalificação, a convite da própria empresa. “A gente volta a se sentir útil, com a autoestima elevada. Pra mim, foi a melhor coisa que ocorreu nesse tempo, desde que eu estive afastado”, relatou.
 

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