11 de agosto, de 2012 | 00:00
Pesquisa reforça prevenção contra câncer de colo
Trabalho científico foi desenvolvido na Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha
IPATINGA - O câncer de colo uterino apresenta alta chance de cura, desde que diagnosticado nas fases iniciais. Porém, afeta cada vez mais mulheres e já é um problema de saúde pública. O médico radioterapeuta da Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha, Pedro Paulo Lopes de Oliveira Junior, junto a outros cinco profissionais de saúde, conduziu uma pesquisa científica sob o tema Características epidemiológicas de um grupo de 427 mulheres com câncer de colo uterino atendidas em um centro de referência em oncologia na região do Vale do Aço”. O trabalho foi publicado, na edição de maio, da Revista da Sociedade Brasileira de Cancerologia.
Ipatinga é referência para uma população de mais de 800 mil pessoas e tem um centro de alta complexidade para tratamento oncológico, a Unidade de Oncologia do HMC. Porém, não havia dados concretos para descrever e analisar variáveis relacionadas à população atendida com essa neoplasia. Foi analisado na pesquisa o retrospecto de 427 prontuários de mulheres com câncer de colo uterino atendidas na unidade, durante o período de 10 anos.
"Com a divulgação desse trabalho, ganhamos respaldo técnico-científico para um problema que atinge muitas mulheres, com foco especial para a população que faz seus tratamentos oncológicos na Unidade de Oncologia do HMC. Ao mesmo tempo, levamos o nome do Hospital Márcio Cunha e da Fundação São Francisco Xavier ao cenário nacional do campo de pesquisa na área de saúde. Com estes dados, buscamos uma melhoria no atendimento, com foco na qualidade da assistência, no tratamento global e no desenvolvimento de políticas públicas que ajudem essas mulheres, pois a chance de cura desse tipo de neoplasia é alta, mas falta conhecimento e recurso para diagnóstico nas fases iniciais da doença. Estamos realizados com essa divulgação e tenho certeza que muitas pessoas serão beneficiadas a partir desse trabalho", destaca Pedro Paulo.
Resultados
Após analise de todos os dados o trabalhou concluiu, entre outras informações, que 50,1% têm idade entre 24 e 59 anos e 70% reside no Vale do Aço. O tratamento cirúrgico (65,33%) teve o maior percentual. A persistência da doença foi encontrada em 49,88% e metástases em 39,81%. Dentre os óbitos, 37,35% foram relacionados à doença.
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