26 de agosto, de 2012 | 00:00
Região pode receber unidade da Randon
Representante de empresa, que atua no segmento rodoferroviário, tem visita agendada à região
IPATINGA A Randon S.A. pode ter uma unidade no Vale do Aço. A negociação envolvendo tal instalação teve início, recentemente, e deve culminar com uma visita do diretor industrial da empresa, Celso Santa Catarina, à região, no mês de novembro. A relação entre empresas do Sul do país e mineiras tem sido estreitada nos últimos meses, o que pode facilitar a concretização desse projeto.Líder de um conjunto de empresas operacionais que atuam nas áreas de implementos rodoviários/vagões ferroviários/veículos especiais, autopeças/sistemas automotivos e serviços, a Randon, por meio de seu diretor industrial, recebeu o gestor do Arranjo Produtivo Local (APL) Metalmecânico, Augusto César Moreira, no início do mês. A conversa foi possível graças à participação de um grupo de empresas do Vale do Aço que fabricam blocos navais, em um workshop no Rio Grande do Sul.
De acordo com o gestor do APL metalmecânico, a Randon ainda não se definiu, mas existe um trabalho de atração, e a expectativa é boa, pelo fato de a empresa se interessar na criação de parcerias. A princípio, ela está sediada no Rio Grande do Sul, e logicamente tende a atrair as empresas para lá, pelo porte que tem. Mas nós vamos tentar fazê-la entender que um investimento no Vale do Aço seria interessante para as duas partes. Caso a Randon viesse, poderia vir simplesmente como montadora ou fabricante”, pontuou.
No casa da definição para atuar como montadora, explica Augusto César, haveria necessidade de aproximadamente 100 mil metros quadrados para fazer a montagem dos equipamentos, bem como uma área no entorno com 200 mil metros quadrados para as empresas que atuariam como fornecedoras de componentes e peças. Se ela viesse como fabricante, e basicamente não só com montagem, mas com toda a fabricação, esses 300 mil metros seriam mais ou menos a área que ela precisaria hoje, isso sem considerar as áreas para futuras construções”, explicou.
Benefícios
Augusto César destaca que a Randon é uma grande consumidora de aço, o que seria interessante para empresas como a Usiminas e Aperam. Ela poderia consumir o aço plano da Usiminas e o aço inoxidável da Aperam, dependendo da linha de produtos que ela queira trabalhar. Para nós, qualquer que seja sua definição, vindo pra cá, qualquer que seja a linha e o produto que queira trabalhar, é interessante”, sintetiza.
Outro ponto destacado pelo gestor é que, com a atuação da Randon como empresa-âncora, seria possível dar mais espaço para empresas de pequeno porte, e assim o giro da economia seria para todos, e não direcionada apenas para as que já são consideradas grandes no mercado.
Visitas
Como sequência da participação no workshop realizado no Sul do país, o Vale do Aço deve sediar outro evento dessa natureza, bem como um programa de reuniões e visitas às empresas locais. Além do diretor da Randon, estão previstas as visitas do diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenave), Luiz Felipe Camargo; do presidente da Associação RS de Óleo e Gás, Estevão Leuck; e do diretor da Feira Brasileira de Mecânica e Automação Industrial (Febramec), Lélis da Cunha.
A relação entre empresas mineiras e do Sul trazem, não só novas oportunidades de negócio para as empresas da região, como projeta o nome do Vale do Aço no cenário nacional”, concluiu Augusto César Moreira.
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