28 de agosto, de 2012 | 00:00

Promotoria coloca em debate a superlotação em hospitais

Reunião de Mediação Sanitária ocorrerá na quarta-feira (29), para apontar soluções

TIMÓTEO – Uma reunião de Mediação Sanitária, convocada pela Segunda Promotoria de Justiça, foi agendada para esta quarta-feira (29), na Fundação Acesita Aperam. A grande expectativa é que representantes do Estado, municípios e órgãos de saúde da região negociem propostas para solucionar a superlotação dos hospitais do Vale do Aço.
Além dos municípios da microrregião, são esperados integrantes do Ministério Púbico do Estado (MPE), Ministério Público Federal (MPF), Polícia Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e os provedores dos hospitais da região, além da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A mediação será feita pelo promotor coordenador da Promotoria de Justiça da Saúde do MP de Minas Gerais, Gilmar de Assis.
 
Esta reunião é resultado de uma convocação feita pela promotora de Justiça de Timóteo, Maria Regina Lages Perilli. Com amplificação da crise da saúde no Vale do Aço, refletindo, principalmente, no Hospital e Maternidade Vital Brazil, em Timóteo, a promotoria iniciou um acompanhamento da situação e tem realizado um levantamento em todo o Vale do Aço, a fim de conhecer a demanda e o déficit de leitos.
 
A promotora espera que, dessa reunião, saiam propostas concretas para melhorar o atual quadro da saúde pública. Maria Regina Perilli defende uma ampliação do financiamento da saúde da região. “Queremos, também, ouvir as propostas dos municípios e dos outros representantes e, quem sabe, o Estado possa se comprometer em construir um hospital regional no futuro, para solucionar de vez o déficit de leitos” argumentou.
Atendimentos
Em entrevista concedida anteriormente ao DIÁRIO DO AÇO, a promotora adiantou que o Vale do Aço enfrenta, atualmente, uma deficiência de 205 leitos. Nesse contexto, a reabertura do hospital de Coronel Fabriciano não acabará com a superlotação. Além disso, os atendimentos de Coronel Fabriciano precisarão de complementação com a unidade de Timóteo, por não oferecer inicialmente todas as especialidades clínicas como maternidade. “A proposta do Estado é que o novo hospital não tenha todas as clínicas e, com isso, a demanda seja dividida entre o Hospital Vital Brazil e Hospital São Camilo. Queremos discutir se isso é realmente viável”, argumentou.
Municípios
Sobre os encaminhamentos dos municípios vizinhos que não possuem hospital próprio, a promotora defende uma regularização do atendimento da saúde básica nas unidades de saúde, para evitar encaminhamentos desnecessários às unidades hospitalares. “É preciso que cada um cumpra sua função de atendimento na saúde básica, pois essa é a grande questão do problema. Cada município precisa evitar que os hospitais recebam casos que podem ser atendidos nas próprias unidades” defende.
MAIS:

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HOJE:

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