12 de setembro, de 2012 | 00:00

Sérgio Mendes critica união PT e PSOL

De acordo com candidato, ritmo da campanha, que é focada em propostas vai continuar no mesmo ritmo

TIMÓTEO – O prefeito e candidato à reeleição Sérgio Mendes (PSB), da coligação “Somos Todos Mais Timóteo”, concedeu, na tarde de ontem, entrevista coletiva à imprensa regional para fazer uma avaliação de sua campanha e do recente anúncio de um “pacto” entre os candidatos das coligações “União de Forças”, que tem com candidato o ex-prefeito Geraldo Nascimento (PSOL), e da “Frente Trabalho e Cidade”, encabeçada por Keisson Drumond (PT).
Para Sérgio Mendes, essa reaproximação gera dúvidas e incertezas sobre o futuro da cidade. “A população saberá entender quem está fazendo uma campanha com seriedade, com respeito e sem ataques”, declarou. Segundo ele, a coligação “Somos Todos Mais Timóteo”, que reúne 13 partidos, manterá o mesmo ritmo de campanha, independentemente da aliança anunciada. “Nós sabemos que a nossa campanha avança porque nós estamos discutindo projetos para Timóteo e essa cidade precisa viver um tempo de paz e desenvolvimento, com estabilidade”, declarou Sérgio Mendes.
Na última segunda-feira (10), Geraldo Nascimento anunciou uma possível fusão com o petista Keisson Drumond, denominada “Pacto por um governo Democrático–Popular Geraldo Nascimento e Keisson juntos para Timóteo voltar a crescer”. As campanhas, no entanto, serão mantidas separadamente, até uma nova decisão que pode selar a união dos dois candidatos na reta final do processo eleitoral.
Na opinião do candidato à reeleição, a provável união entre PT e PSOL, além de incoerente, seria entendida como uma associação “oportunista e eleitoreira”. “Enquanto os adversários se unem na calada da noite em mais uma jogada de oportunismo eleitoral, nós vamos continuar apresentando propostas realistas e viáveis para o desenvolvimento do município”, pontuou.
Durante a entrevista, foi distribuída uma “nota à imprensa”, na qual é citada a “incoerência” na associação entre Geraldo Nascimento e Keisson Drumond. “Já não estava clara a aliança entre PT e o PMDB, reconhecidamente adversários históricos em Timóteo. A pouco mais de 20 dias para a eleição que decidirá o futuro do nosso município, o anúncio de uma aliança entre o ex-prefeito, agora no PSOL, ao PT e ao PMDB, soa muito estranho, pairando dúvidas e muitos questionamentos por parte da opinião pública”, questiona o documento.
Outro ponto abordado refere-se ao rompimento do então prefeito Nascimento com a legenda que ajudou a fundar, e pela qual foi prefeito por três mandatos e deputado estadual. Segundo a nota, “quando o ex-prefeito enfrentava uma crise em sua administração e denúncias variadas, o PT lhe virou as costas”.
O QUE JÁ FO PUBLICADO:
PT e PSOL sinalizam fusão em Timóteo - 11/09/2012
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