15 de setembro, de 2012 | 00:00
Desenvolvimento e infraestrutura na pauta das empresas e entidades regionais
Evento foi o segundo realizado no Vale do Aço; BR-381 voltou a ser o centro das discussões
IPATINGA - Lideranças políticas e empresariais debateram durante o fórum sobre o Plano de Desenvolvimento Industrial Regional, na noite de quinta-feira (13), temas ligados a infraestrutura. O evento, realizado no auditório do CDP pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), foi promovido por meio da Regional Vale do Aço.Com a intenção de estimular a adoção de políticas públicas e empresariais inclusivas e estimuladoras do desenvolvimento econômico regional, o evento, realizado pela segunda vez no Vale do Aço, recebeu o subsecretário de Infraestrutura de Minas Gerais, Bruno Alencar e do subsecretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Fábio Veras.
O presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano Araújo, explicou que a intenção é provocar discussões em busca do desenvolvimento para a região. Ele lembrou que no debate do ano passado, foi montada uma agenda de convergências, onde, juntamente com as entidades representativas do setor produtivo da região, separaram temas importantes como infraestrutura, saúde, educação, desenvolvimento sustentável e segurança.
Dentro desses temas estamos promovendo os debates. Um dos temas, que é infraestrutura, identificado como um gargalo enorme para o desenvolvimento regional é um dos principais, bem como a questão da pavimentação da MG-760, que foi anunciada pelo governador Anastasia, além da BR-381”, disse. Luciano Araújo citou ainda que, ainda este ano, a Fiemg tentará trazer um representante do Ministério dos Transportes para debater tais temas para buscar a solução.
Passos
Segundo o presidente da Fiemg, desde o debate de 2011, alguns passos foram dados em relação à duplicação da BR-381, como a criação do projeto executivo. A ideia, explica, é que se abra a licitação de pelo menos quatro lotes para tal.
Temos dois lotes que são da variante e que vão ficar para um segundo momento, mas dos dez, já temos oito lotes prontos. Sem dúvida nenhuma já é resultado daqueles debates, daquelas discussões que aconteceram em dezembro, da pressão que estamos fazendo e que agora que existe o projeto executivo, a realidade é outra. Essa é uma das únicas obras do país que tem o projeto pronto e agora a gente entende que depende de vontade política. O que queremos é mostrar que é hora da comunidade sair e fazer com que aconteça”, pontuou.
Presente ao evento, o presidente da Cenibra, Paulo Brant, acredita que o momento é favorável a mudanças. Nos últimos oito anos, o preço da celulose permaneceu o mesmo, nesse período, a energia subiu e nosso esforço de produção também. O governo federal está começando a entender que o ambiente econômico é desfavorável”, ponderou.
Para o diretor de Relações Institucionais da Usiminas, Eduardo Lery, eventos como esse são importantes para se buscar caminhos. Acredito que estamos no caminho certo, e vamos dar início ao trabalho proposto pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que terá a participação efetiva da Usiminas. A empresa participará desse movimento em prol de tornar o Vale do Aço, de fato, uma área de tecnologia”, disse.
O presidente da delegacia Vale do Aço do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscom), Kleber Muratori, disse que foi uma oportunidade para reunir empresas para debater problemas comuns de infraestrutura, que precisam ser solucionados para crescimento da região. Tivemos oportunidade de conhecer o que o governo de Minas tem a oferecer para percorrermos o caminho do desenvolvimento. Nossa logística precisa de melhorias, fator que hoje é determinante para a vinda de novas empresas, que se preocupam com o escoamento de sua produção”, observou.
Debate
Representantes do governo de Minas Gerais, o secretário adjunto de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fábio Veras e o subsecretário de Infraestrutura, Bruno Alencar, abordaram desenvolvimento e infraestrutura.
A logística é um eixo fundamental como um vetor de desenvolvimento. Na verdade a região já está extremamente industrializada. O que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico acredita, e temos aqui o piloto do Programa Provalor, é que existam um conjunto de ferramentas e metodologias que podem permitir acelerar o modelo de desenvolvimento para fazer do Vale do Aço uma região ainda mais competitiva.
Podemos citar como modelo regiões competitivas do mundo, como a Noruega e Suíça, que possuem um modelo que podemos nos espelhar em termos de indústria metalomecânica, a engenharia de precisão, aproveitando essa expertise da produção”, disse Fábio Veras.
Bruno Alencar afirmou acreditar na duplicação da BR-381 e ponderou que o Estado está empenhando esforços, mas que é de responsabilidade do governo federal realizar a duplicação. Entendemos que o que foi feito é um ponto de não retorno. A partir de agora, não existe mais retorno e sai. Sobre a MG-760, ela se faz fundamental e já foi concluído o projeto que contratamos e nos foi entregue o produto final. Acredito que em breve teremos o início, de fato, da intervenção da MG-760”, afirmou.
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