19 de setembro, de 2012 | 00:00

Bancários param em Ipatinga

Procon alerta que, mesmo com a paralisação, consumidor continua obrigado a pagar contas em dia

IPATINGA – De acordo com balanço do Sindicato dos Bancários de Ipatinga e Vale do Aço, seis agências bancárias estiveram fechadas nessa terça-feira (18), em todo o município. A paralisação começou por três agências da Caixa Econômica Federal, além de outras três do Banco do Brasil, ambas instituições estatais. “Ademais, muitas agências privadas tiveram adesões parciais dos funcionários, o que limitou o atendimento”, observou o presidente do sindicato, José Carlos Bragança.
A greve nacional, decidida em assembleia na noite de segunda-feira (17), seguirá por tempo indeterminado. No ano passado, a paralisação da categoria durou 21 dias. Para esta quarta-feira, a expectativa é que mais agências bancárias reforcem a paralisação em Ipatinga. O número de profissionais em greve até o momento ainda não foi informado pela entidade sindical.
 
Os bancários reivindicam reajuste salarial de 10,25%, com 5% de aumento real, além de plano de carreira, maior participação nos lucros e resultados e mais segurança nas agências bancárias. A contraproposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), foi 6% de reajuste salarial.
Alerta
Com a paralisação dos bancários em todo o país, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), alerta, por meio de seu endereço eletrônico, que o consumidor não está desobrigado de pagar faturas, contas, boletos bancários ou outros tipos de cobrança. Com as agências bancárias fechadas, os clientes podem recorrer aos terminais de autoatendimento, que continuam funcionando.
Para que não sejam cobrados encargos do consumidor e nem que seu nome seja enviado aos serviços de proteção ao crédito, o órgão orienta que o consumidor entre em contato com as empresas para solicitar demais opções de pagamento: internet, sede da empresa, casas lotéricas, código de barras para quitação nos caixas eletrônicos, dentre outros procedimentos.
 
O pedido deve ser documentado, seja por e-mail ou número de protocolo de atendimento, para se contrapor a posterior reclamação. Caso o consumidor se sinta prejudicado pela greve dos bancários, uma reclamação pode ser feita junto ao Procon do município.
 
A entidade orienta, ainda, sobre a importância de o consumidor não adquirir, sem conhecer em detalhes, pacotes de serviços oferecidos por bancos, supostamente voltados a facilitar a quitação dos débitos durante a paralisação.
 

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